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Doação de sangue no Brasil

   De acordo com a Organização Mundial Da Saúde, 1,8% da população brasileira entre 16 e 69 anos é doadora de sangue, número que fica abaixo do ideal pela organização, que deveria estar entre 3% e 5%. Dessa maneira, depreende-se que a baixa quantidade de doadores, além de prejudicar as reservas de sangue nos hemocentros, afeta a expansão desse processo no país. Diante disso, evidencia-se que a dificuldade do Brasil em aumentar o número de doadores está diretamente relacionada aos mitos acerca da prática e ao preconceito com doadores LGBTS.


   Em primeira análise, estigmas como “doar sangue engorda” ou “traz doenças” dificulta a difusão desse ato. Sob essa lógica, segundo o filósofo francês Michel Foucault, muitos temas presentes na sociedade pós-moderna são silenciados para que estruturas de poder sejam mantidas. Dessa forma, confere a inadimplência Estatal em difundir informações corretas e seguras à população, prejudicando a quebra desses mitos, e preconceitos, e consequentemente as doações.


   Ademais, o preconceito com doações vindas de homossexuais agrava nitidamente a questão. Nessa perspectiva, no Brasil até maio de 2020, existia uma restrição promovida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e pelo Ministério da Saúde que proibia a doação de sangue por homens gays e bissexuais. Diante disso, entende-se que todo tipo de preconceito é errado e afeta a coletividade, não sendo diferente na ação de doar sangue, pois a discriminação sofrida por esses grupos dificulta a abrangência de um maior público para aderir à campanha.


    Portanto, medidas são necessárias, de modo a mitigar o problema exposto. O Ministério da Saúde, junto à mídia nacional, deve, através de campanhas televisionadas, fornecer informações corretas sobre a prática com o intuito de tentar erradicar qualquer mito e desinformação. Além disso, deve divulgar locais onde são feitas as coletas de sangue, para que, além de conseguir alcançar um maior público, consigam um maior número de doadores regulares. A partir dessas ações, espera-se promover a solidariedade na sociedade brasileira. Afinal, doar sangue salva vidas.

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