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Doação de sangue no Brasil

"Doe sangue, doe vida”, foi o Slogan utilizado pelo Ministério da Saúde em 2017 para incentivas a população a realizar doações. Isso porque, apesar de o percentual de doadores do país está dentro dos parâmetros exigidos pela Organização mundial da Saúde, o Brasil ainda sofre com baixas frequentes nos estoques dos hospitais. Diante disso, faz-se necessários entender os motivos que levaram o país até essa situação.


Em primeira análise, é necessário entender que o individualismo social é um dos principais motivos para a existencia dessa escassez. Adam Smith, filosofo considerado pai do liberalismo econômico, entendia que apenas a busca por interesses pessoais levaria a sociedade ao progesso e considerava a benevolência humana uma fraqueza. Nesse âmbito, o egocentrismo idealizado por Smith é fortemente perpetuado na sociedade brasileira. Por conta disso, substancial parcela da população é indiferente à necessidade e ao sofrimento alheio e se recusa a participar de iniciativas de doação de sangue, ou seja, o individualismo e a falta de solidariedade podem ter como consequência a morte do outro.


Em segunda análise, vale ressaltar que a omissão do estado com esse problema influencia a atual situação de estoque de sangue do país. Nesse sentido, em 1948 a organização mundial da Saúde (OMS) estabeleceu que as autoridades deveriam ser responsáveis pela manutenção da saúde pública de forma eficaz. Entretanto, isso está longe de ser realidade no Brasil, pois as ações de incentivo à doação de sangue promovidas pelo estado são mínimas e ineficientes e isso tem como resultado a escassez dos bancos de sangue. Por isso, enquanto o descaso das autoridades for a regra, um número ideal de doadores será a exceção.


Portanto, faz-se necessário superar os obstáculos para a doação de sangue no Brasil. Dessa forma, o Ministério da saúde deve desconstruir, com urgência, o individualismo acerca dessa atitude solidaria, por meio de políticas públicas que estimulem os indivíduos a doar, como a criação de um cadastro para a coleta sanguínea gratuita em domicílio, bem como postos itinerantes. Essa iniciativa teria a finalidade de aumentar a oferta de sangue nos hospitais e de aprimorar a eficiência do estado para a resolução desse problema.

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