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Doação de sangue no Brasil

       Em um dos episódios da série Grey’s Anatomy, uma médica acaba declarando óbito de um de seus pacientes por causa da falta de sangue disponível para ele durante uma cirurgia. Embora a história não seja real, ela representa uma problemática atual relacionada falta de doadores desse líquido vital. Nesse âmbito, pode-se analisar que as causas desse entrave estão relacionadas à formação familiar em consonância com à base educacional lacunar.


        Em primeira análise, destaca-se a formação familiar. De acordo com Talcott Parsons, sociólogo estadunidense, a família é uma máquina que produz personalidades humanas. Nessa perspectiva, percebe-se a criação de ideias equivocadas que desdobraram-se em mitos sobre a doação de sangue, por exemplo, a transmissão de doenças durante o processo. Dessa forma, os indivíduos não doam por medos sem fundamentos lógicos. Logo, esse pensamento é passado de geração em geração, o que dificulta seu extermínio, já que o problema encontra-se dentro da casa das pessoas e estende-se por uma longa linha do tempo.


     Ademais, é necessário frisar que a base educacional lacunar é outra motivo do impasse. Consoante a teoria elaborada pelo filósofo prussiano Immanuel Kant, o ser humano é o resultado da educação que teve. Por essa óptica, se há algum problema social,  existe uma lacuna educacional como pilar. No que tange à baixa mobilização social na doação de sangue, percebe-se a forte influencia dessa causa, uma vez que a escola não tem cumprido seu papel no sentido de ensinar aos alunos sobre a necessidade da doação periódica desse fluido vital. Logo, o atual panorama contribui significavelmente para ignorância da população sobre o assunto e com isso a escassez nos bancos de sangue.


         Infere-se, portanto, que são fundamentais medidas para amenizar o entrave citado. Para isso, o MEC (Ministério da Educação) deve promover nas escolas encontros entre os alunos e suas famílias por meio de palestras, feiras educativas e aulas ministradas por profissionais de saúde, com a finalidade de que os mitos populares sobre o processo sejam esclarecidos e que também a população se conscientize da necessidade da doação periódica de sangue e então se mobilizem ao ato. Além disso, as mídias governamentais devem organizar propagandas nas redes sociais através de vídeos e imagens sobre as campanhas de doação vigentes em períodos de baixa adesão populacional a causa. Assim,  com mais doadores ativos, acontecimentos, como o ocorrido na série mencionada, não serão frequentes.

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