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Doação de sangue no Brasil

Nas Ciências Humanas, as rochas sedimentares são aquelas formadas a partir do acúmulo de resíduos ao longo dos anos. Analogamente, no Brasil, em decorrência falta de empatia por parte da população, a desvalorização da doação de sangue foi “sedimentada”. Nesse contexto, em virtude da ausência efetiva de incentivo, e da manutenção de preconceitos referentes a determinados grupos sociais, o índice de coleta de sangue no Brasil não é tão promissor como deveria.


                Sob essa perspectiva, segundo a Organização Mundial da Saúde, 40% dos brasileiros doa sangue somente quando estabelece quem será o receptor. Diante disso, é evidenciado o sentimento de empatia apenas aos mais próximos, não se estendendo a todos os cidadãos. Nesse sentido, a afirmação pitagórica de que a educação de crianças pouparia o castigo de homens relaciona-se ao fato de a noção de solidariedade permanecer durante a vida adulta quando estimulada desde a infância. Assim, as doações seriam mais frequentes entre a população, que visaria ajudar ao máximo, devido a tal incentivo.


                Outrossim, a manutenção de regras excludentes, como a que impossibilitou a doações de homens homossexuais que haviam tido algum parceiro nos últimos doze meses, até 2019, restringe a coleta à certos segmentos populacionais, por exemplo, os heterossexuais. Consoante a isso, o filósofo chinês Confúcio afirma que não corrigir falhas é o mesmo que cometer novos erros. Sob esse prisma, normas que inviabilizam a classificação de cidadãos que se tatuaram como possíveis doadores, pelo período de um ano, assim como a referente aos homossexuais, são pautadas no tradicionalismo e no preconceito, carecendo de renovações, uma vez que o material coletado passa por uma série de testes antes de ser classificado como seguro para uso.


Entende-se, portanto, que o aumento no número de doações de sangue no Brasil depende de ações por parte do Governo. Dessa forma, é preciso que o Ministério da Educação promova o incentivo à empatia desde a infância, por meio de simpósios semestrais, apresentados por profissionais da área da saúde, em escolas ao longo do território nacional, a fim de estimular a solidariedade entre os cidadãos. Ademais, é necessário que o Ministério da Saúde possibilite que todos os grupos sociais se tornem potenciais doadores, através da alteração das normas excludentes quanto a doação. Por conseguinte, com a adoção de tais medidas, uma sociedade mais altruísta será “sedimentada”.

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