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Doação de sangue no Brasil

    O filósofo Jean-Paul Sartre dissertou acerca do comportamento coletivo, evidenciando-o sobre o caminho para o real progresso de uma nação, a fim de alcançar o bem-estar social. Análogo a isso, nota-se, no Brasil hodierno, a existência de discussões sobre a doação de sangue, atitude que, se não incentivada, pode gerar efeitos negativos sobre a população. Dessa forma, devem-se pautar, na contemporaneidade, os desdobramentos dessa problemática e suas consequências caóticas.


     Em primeiro lugar, é importante discutir sobre a situação da doação de sangue no Brasil. Nesse sentido, apesar de a Constituição Federal de 1988 garantir o direito à saúde de qualidade, muitas vezes o exercício desse direito é dificultado devido aos baixos índices de doação nos hemocentros, segundo o jornal Gazeta, e a manutenção do "Status Quo" só tende ao aumento do problema, segundo o filósofo Dahrendorf. Dessa maneira, levando-se em consideração que cerca de metade da população brasileira vive com até 1 salário mínimo, segundo o Governo Federal, a falta de incentivos financeiros para a doação se torna um obstáculo para a atração de novos doadores, diferentemente do que acontece nos Estados Unidos, onde cada coleta de sangue é remunerada com um determinado valor, o que serve de incentivo para os mais pobres. 


    Além disso, é válido debater as consequências sociais envolvidas na doação de sangue. Nessa perspectiva, as regras impostas aos doadores, tais como: número limitado de parceiros sexuais e o não uso de entorpecentes, segundo o Hemoba, fazem com que os indivíduos que fazem doações frequentes adotem esses hábitos, o que resulta em um estilo de vida saudável, evitando gastos desnecessários com problemas que podem ser prevenidos, como as Doenças Sexualmente Transmissíveis. Paralelamente, a prática de uma atitude solidária, pensando em outra pessoa, pode estimular a empatia. Outrossim, é vultoso salientar a necessidade da doação de sangue para o bem da saúde coletiva.


    Portanto, torna-se clara a importância da adoção de medidas para mitigar essa problemática. Para isso, urge que o Governo Federal, junto ao Poder Legislativo e especialistas, crie um projeto que ofereça recompensa para doadores frequentes de sangue, criando um registro com a contabilização de quantidade de vezes que cada pessoa doou e propondo um aumento do valor a partir de 10 doações. Sendo assim, isso pode ser aprovado por meio de um projeto de lei e tem como finalidade o aumento do bem-estar social, representado por uma boa saúde coletiva, o que vai ao encontro da teoria do filósofo francês.

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