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Doação de sangue no Brasil

 


 Na série "The Blacklist", é narrada a vida de Alexander Kirk, idoso interiorano e hemofílico que necessitava de transfusões sanguíneas frequentes. Na obra, a personagem faleceu, pois o pequeno hospital de sua cidade não possuía hemocentro, o que impossibilitava a doação por parte de seus parentes e ceifou sua vida. Semelhantemente à ficção, a questão da doação de sangue, no Brasil, não é efetivada devido à concentração clínica e causa  sérios danos à saúde pública.   


  Em primeiro plano, é do saber público que os hemocentros(HC 's) não são igualmente distribuídos no território nacional. De acordo com dados do Ministério da Saúde, MS, cerca de 94% dos centros de coleta sanguínea estão em capitais ou cidades com população maior que 200 mil habitantes, pois o governo não cria programas para homogeneizar a concentração de HC 's. Desse modo, a população do interior fica impossibilitada de doar plaquetas e hemácias, por exemplo, e o estoque de sangue nos pequenos hospitais municipais  é comprometido, uma vez que não há abastecimento. Desse modo, em casos emergenciais que precisam de reposição sanguínea, como uma hemorragia, o paciente correrá sério risco de vida, algo grave que deveria ser inexistente em um país membro da Organização Mundial de Saúde, OMS, como o Brasil. 


 Vale também ressaltar os efeitos negativos desse fenômeno. Segundo relatório da OMS, em países emergentes, como o Brasil, a população que vive longe das grandes cidades e necessita de compartilhamento sanguíneo, como os hemofílicos e anêmicos, possuem 53% a mais de chance de morrer em decorrência dessas doenças em comparação a habitantes de cidades como São Paulo. Dessa maneira, a Constituição de 1988, na figura do acesso universal à saúde, é posta de lado e o sistema de saúde brasileiro se torna uma entidade segregadora, em que a posição geográfica influencia o trato médico disponível. 


 Por isso, a fim de concretizar a doação de sangue e garantir a saúde púlica, o MS, por meio de ordens executivas, deve criar programas que aumentem o número de HC's no território nacional, como, por exemplo, a construção de hemocentros em cidade com mais de 15 mil habitantes, de modo que todos possam doar sangue e recebê-lo, quando necessário for. Feito isso, o Brasil tornar-se-ia referência na doação sanguínea e casos tristes como o de Kirk não seriam uma realidade.

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