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Doação de sangue no Brasil

Na sociologia de Émile Durkheim, a coesão oriunda dos fatos sociais resultaria na solidariedade da sociedade. No entanto, no Brasil, apesar de existir uma imagem de cidadãos calorosos e simpáticos, quando se trata de doação de sangue, fica claro como a solidariedade proposta pelo sociólogo não é efetiva no país. De acordo com a Organização Mundial da Saude, os brasileiros não doam sangue da maneira como poderiam. Portanto, há um grande déficit no sistema de doação de sangue, que deve ser sanado. 


 



Primeiramente, devem ser analisadas as limitações impostas aos doadores de sangue. Quesitos como idade, peso e  histórico de doenças transmissíveis devem ser levados em conta. Apesar de tais cautelas serem extremamente necessária para que nem o doador ou o receptor sejam prejudicados, existem certas leis que são baseadas em preconceitos e julgamentos superficiais que reduzem, consideravelmente, o número de doadores de sangue no país. A lei que proibia homossexuais de doar sangue vigorava até julho de dois mil e vinte, quando a ANVISA revogou-a. A proibição era devido a doença proveniente do vírus HIV, a AIDS, que contudo, não é contraída apenas por homens gays. Por esse motivo, durante anos, os números de voluntários para doar sangue foram reduzidos, devido a uma lei que inibia uma pessoa de salvar a vida de outra, por se relacionar com pessoas do mesmo sexo.


 



Ademais, cabe explorar os motivos pelos quais, pessoas que são perfeitamente aptas para tornarem-se doadores de sangue, não se voluntariam. Um dos pontos levantados por uma pesquisa do Hemocentro de Ribeirão Preto, é a falta de informações e as mistificações acerca da doação de sangue. Muitos têm medo de doar sangue por acharem que serão obrigados a doarem outras vezes, que podem ser infectados durante o processo, ou ainda, que sofrerão aumento de peso após o procedimento. Outra questão que pode ser levantada, é que o brasileiro não foi educado para exercer a solidariedade dessa maneira. Nos anos oitenta, quem doava sangue recebia uma remuneração, de modo que na história do povo brasileiro existe um sistema de recompensa ao efetuar “boas ações”, de modo que a doação de sangue sem uma retribuição não é incentivada, o que prejudica fortemente, aqueles que necessitam de transfusão sanguínea. 


 



Portando, deste modo, fica evidente como o processo de doação de sangue no Brasil sofre com limitações e concepções erradas. Cabe ao Ministério da Saúde informar e conscientizar a população sobre o assunto, visando educar futuros doadores de sangue. Isso pode ser feito através de anúncios e campanhas divulgadas nos veículos de mídia: “Doe sangue, salve vidas”, bem como palestras no sistema de ensino. Assim, os cidadãos terão as informações e incentivo necessários para doarem sangue, exercendo, finalmente, a solidariedade proposta por Durkheim. 

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