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Doação de sangue no Brasil

            Um dos pais da Sociologia, Durkheim, diz que os indivíduos se unem em sociedade por meio da solidariedade e da dependência mútua que têm entre si. No Brasil, entretanto, observa-se que a solidariedade não se aplica muito bem à questão da doação de sangue, um desafio ainda a ser enfrentado, tendo em vista o baixo número de doadores. Nesse sentido, cabe ponderar as principais causas do baixo engajamento da população por essa nobre ação.


            Inicialmente, convém analisar como o sistema de coleta deficitário dificulta a situação dos estoques sanguíneos brasileiros. De fato, como mostram as estatísticas oficiais do governo, há apenas 500 pontos de coleta no território nacional, sendo a maioria localizada em grandes centros urbanos. Lamentavelmente, isso faz com que os moradores de cidades pequenas, mesmo que desejem, não consigam doar.


            Ademais, destaca-se também o fato de inexistir no Brasil a cultura da doação. Segundo o diretor da Fundação Hemominas em entrevista à BBC, países que passaram por grandes guerras ou por catástrofes naturais, como EUA e Japão, valorizam esse gesto por uma questão cultural e histórica que, infelizmente, não existe entre a população brasileira.


            Medias, portanto, devem ser tomadas. Cabe ao Ministério da Saúde facilitar o processo de doação para a população de cidades pequenas, por meio da organização de vans que levem mensalmente interessados aos centros de coleta, a fim de aumentar o número de doadores e de bolsas em estoque para casos emergenciais. Além disso, o Ministério ainda deve recorrer a publicidades, reforçando a importância da doação e contornando a questão cultural. Dessa forma, espera-se que haja mais solidariedade e que a sociedade fique mais unida pela concepção de Durkheim.

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