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Doação de sangue no Brasil

Título: A liquidez das informações na era pós-moderna

Sociólogo polonês e teórico contemporâneo, Zygmunt Bauman, explanou acerca da falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas como característica da "modernidade líquida" vivida no século XX. Perpassou-se tempo e asserções como a baixa adesão à doação de sangue reflete esse princípio no país, apresentando-se ainda como uma problemática intimamente ligada à realidade brasileira, seja pela falta de conscientização social, ora pelos mitos que circundam a temática.

É irrefutável que questões constitucionais e suas aplicações nacionais estejam desempenhando resistência à problemática. Para Aristóteles, filósofo do século IV a.C., a política deve ser desempenhada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja ascendido na sociedade. De maneira análoga, é possível perceber que, no Brasil, a falta de conscientização social rompe essa proporcionalidade, haja vista que, segundo a Organização Mundial da Saúde, apenas 1,8% da população brasileira é ativa na prática de doação de sangue, dados que poderiam ser impulsionados se houvessem políticas públicas de conscientização social.

Outrossim, destaca-se os mitos que circundam a temática como agente propulsor. Segundo Hebert Spencer, antropólogo inglês, a sociedade evolui como um organismo vivo, onde os elementos constitutivos da sociedade assumem o papel de órgãos e esses atuam no controle e na sobrevivência de todo o conjunto. Baseando-se nessa linha de raciocínio, observa-se que quando há uma deficiência no fluxo de informações acerca de determinada temática, sua exatidão passa a ser fragilizada afastando o ouvinte. Assim mitos como a doação de sangue promover anemia, provoca medo na população impactando diretamente nos dados estatísticos.

É evidente, portanto, que há entraves para combater a liquidez aludida e garantir a solidificação de políticas públicas que contenha o avanço da problemática. Desse modo, o Governo Federal em conjunto com o Ministério da Educação deve elaborar uma cartilha nacional a ser inserida nas escolas, em todos os seus níveis, contendo dados objetivos e informativos acerca da doação de sangue e sua importância, incluindo os mitos que a acercam. Como já dito por Immanuel Kant, as leis não se transformam por revoluções, mas por reformas sucessivas, mediante o exercício público da crítica. Dessa forma agindo na promoção de conhecimentos adequados entre governo e corpo social, o resultado só poderá ser informações assertivas e ações eficientes.
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