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Doação de sangue no Brasil

De acordo com o sociólogo Durkheim, a solidariedade social é fruto da consciência coletiva. Seguindo esse viés, percebe-se que há entraves presentes na sociedade a respeito da doação de sangue no Brasil. Nessa perspectiva, cabe avaliar quais fatores negativos contribuem com esse dilema e quais ações são necessárias para mudar esse cenário.
Nesse contexto, é possível perceber que essa circunstância se deve-se a questões políticas-estruturais. Prova disso é que mesmo a saúde sendo um direito constitucional, a mesma é negligenciada diariamente por seus governantes. Tal conjuntura é intensificada pela falta de inciativa dos governantes em promover políticas publicas que demonstrem a importância da doação de sangue, uma vez que interfere diretamente na vida de pessoas que precisam de transfusões de sangue nos hospitais. Dessa forma, mortes diárias nos leitos de hospitais continuam a acontecer, pondo em xeque um direito constitucional, o que evidência falhas no sistema governamental brasileiro.
Outrossim, vale ressaltar que essa situação é corroborada por fatores socioculturais. Bom exemplo disso é a norma que impede a doação de sangue no caso de homens homossexuais. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), os cidadãos que tem relações homoafetivas constituem um "grupo de risco", pois nos anos 80 houve uma epidemia causada pelo vírus HIV. Desse modo, o Brasil exclui a doação de sangue de homossexuais no prazo de 12 meses, o que diminui significativamente o número de doadores. Entretanto, essa realidade deveria ser avaliada conforme o comportamento de risco e a saúde do indivíduo e não sua identidade sexual, visto que a Aids também é transmitida por heterossexuais. Assim, o número de doadores voluntários aumentaria e ajudaria a população que carece de transfusão sanguínea. Dentro dessa lógica, nota-se que a dificuldade das doações de sangue é consequência de um regulamente preconceituoso, o qual fere diretamente o direito a liberdade individual.
É necessário, portanto, que se reverta essa mentalidade retrógrada e preconceituosa predominante no Brasil. Para tal, o Ministério da Saúde em conjunto com ONGs ligadas à saúde, deve promover campanhas conscientizadoras e informativas sobre a doação de sangue. Essas campanhas deverão ser feitas por meio de vídeos em forma de comerciais e propagandas, as mesmas serão exibidas nos principais veículos de informação social, como canais de TV e mídias sociais, com objetivo de alcançar o maior número de pessoas possíveis. Esses vídeos devem desmistificar e informar todo o processo de coleta e de transfusão de sangue. Em suma, essas campanhas servirão não só para informar, como também conscientizar que ao doar sangue o indivíduo não estará apenas ajudando uma pessoa, mas sim uma nação inteira a compreender a importância e a satisfação de salvar uma vida. Com essas medidas, talvez, a frase de Durkheim faça mais sentido em nossa curta existência.
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