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Doação de sangue no Brasil

O sistema sanguíneo ABO é usado hoje mundialmente para a determinação da tipagem sanguínea dos indivíduos, assim como é útil, de modo mais superficial, para análise de compatibilidade entre diferentes amostras. Aliado a isso, os sistemas MN e Rh complementam a eficiência do modelo ABO, sendo válidos em inúmeros casos, inclusive quando se trata de doação de sangue. Tal debate é de extrema importância para a saúde pública, já que milhares de vidas são salvas, diariamente, graças aos doadores. O contexto no Brasil não é diferente. O país constitui expressivos valores de doação em números absolutos, sendo destaque nas Américas. No entanto, a porcentagem da população que é doadora está abaixo das taxas recomendadas pela OMS (Organização Mundial de Saúde).
Nesse enfoque, é lúcido ressaltar as causas para tal situação entre brasileiros, conhecidos pelo mundo por seu modo hospitaleiro e acalorado, o que configura um paradoxo quando se trata de seus próprios conterrâneos. Muito disso se deve ao desconhecimento e à falta de incentivos, mesmo com a presença de campanhas governamentais em prol da doação de sangue. Hodiernamente, quase metade das doações no país são feitas por familiares e amigos do paciente que necessita de reposição, segundo dados da OMS. Ou seja, esse tipo de contribuição é feita de forma bastante específica, o que não segue os preceitos do "fazer o bem sem olhar a quem". Parafraseando as palavras do Papa Francisco, o mundo de hoje está inserido em uma globalização da indiferença, em que o ser humano tem dificuldade em avaliar e compreender uma situação que não faz parte da sua realidade.
Convém, ainda, analisar as falhas da educação que cerceiam a banalidade com que, muitas vezes, a doação de sangue é tratada. Esse costume não faz parte do cotidiano dos brasileiros devido ao debate escasso sobre o tema, bem como acerca de seus benefícios para quem doa e quem recebe. Em países desenvolvidos, como o Reino Unido, os doadores passaram a receber notificações sobre o destino do seu sangue e quantas vidas esse indivíduo ajudou a salvar, atitude que aumentou o número de doações no Estado. Nesse sentido, o Brasil ainda enfrenta deficiências no estímulo dessa prática, comumente envolvida por mitos que desencorajam possíveis doadores a prosseguir com o ato.
Frente a tais impasses, urge, por conseguinte, uma medida educativa. O Ministério da Educação deve promover ações semestrais ou anuais nas escolas públicas de ensinos fundamental e médio, em parceira com os governos municipais e estaduais, respectivamente. Essas ações devem envolver toda a comunidade escolar - alunos, pais e funcionários - por meio de atividades lúdicas e práticas, como palestras com especialistas, depoimentos de indivíduos que tiveram a vida salva pela doação de sangue, experimentos e transmissão de curtas-metragens. Com isso, espera-se introduzir a doação de sangue como um ato humanitário a essa nova geração de pais e filhos, estes que serão os adultos do futuro, desmistificando tal prática em prol de enobrecê-la.
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