ENTRAR NA PLATAFORMA
Doação de Órgãos no Brasil

O Brasil está entre os países que mais acompanha a evolução dos procedimentos médicos; em 1954, foi realizado o primeiro transplante de órgãos no mundo, em Boston, dez anos mais tarde, rins são transplantados no Rio de Janeiro. No entanto, a disponibilidade de estrutura para as operações e o senso comum, acerca da possibilidade da doação de órgãos, não acompanham a demanda de pessoas esperando na fila para receber. Evidenciando, a necessidade de investimentos e conhecimento. 
 Analisando a situação estrutural dos hospitais e a grande quantidade de pessoas esperando para receber órgãos, percebe-se um desequilíbrio que delimita o sucesso dos procedimentos realizados. De acordo com a ABTO (Associação Brasileira de Transplante de Órgãos), cerca de 70% dos órgãos doados se tornam inviáveis devido à carência de matérias e infraestrutura necessários para a realização de transplantes: ventilação mecânica, bolsas de sangue, estruturas que mantenham a temperatura corporal. Frente a isso, a legalidade que o governo oferece através de leis, como a número 9434 que torna legal no Brasil a doação de órgãos, é frustrante diante da falta de recursos. 
 Ao mesmo tempo, a falta de conhecimento sobre quem pode doar e as pessoas que irão receber diminui o contingente de doadores. Na série “Grey’s Anatomy”, um episódio retrata o receio de uma mãe em permitir que seu filho, já morto, seja doador; apenas quando é informada por uma médica a respeito dos pacientes que necessitam dos órgãos e a possibilidade de seu filho ajudar, é que resolve autorizar. Paralelamente, muitas famílias se encontram indecisas em ajudar, por não saberem a quem será destinado ou por alimentarem a esperança da recuperação do paciente em estados terminais, como a morte encefálica, por exemplo. Assim, enxerga-se a necessidade da disseminação de conhecimento com relação ao transplante de órgãos. 
Tendo em vista os fatos supracitados, urge da parte do Ministério da Saúde, investir em infraestrutura e matérias necessário nas cirurgias de transplante, aumentando índice de procedimentos realizados e diminuindo a lista de espera, consequentemente, fazendo com que mais pessoas recebam órgãos. Ademais, cabe ao Ministério da Educação, promover palestras com profissionais da saúde, ensinando sobre o processo de doação de órgãos e a demanda de receptores esperando, nas escolas; deste modo, a quantidade de doadores será maior. Logo, os problemas que impedem o acompanhamento, estrutural e socialmente, na evolução dos procedimentos médicos, serão sanados. 

Ver todas as redações Corrija suas redações com a nossa plataforma! Clique aqui!
Message comes here!
Aguarde