ENTRAR NA PLATAFORMA
Doação de Órgãos no Brasil

O Brasil é o segundo país que mais realiza transplantes de orgãos no mundo, e a cada ano o número de doadores cresce, segundo o Ministério da Saúde. Contudo, o país possui uma longa fila de espera para o procedimento, o que mostra que a doção de orgãos ainda é um desafio no sistema de saúde brasileira. Isto se deve à má destribuição de hospitais especializados, como também à recusa das famílias de potenciais doadores.


A princípio, cabe analisar que o cenário de desigualdade característico do Estado brasileiro se reflete na questão. Nesse sentido, Lúcio Pacheco, presidente da Associação Brasileira de Transplante de Orgãos(ABTO), apontou que regiões mais pobres, como o Norte e Nordeste, carecem de unidades de operação, enquanto o Sul e Sudeste possuem boa presença deste serviço. Destarte, a falta de investimentos por negligência e corrupção estatal resulta na absurda privação dos cidadãos ao oferecimento de transplantes de orgãos, ocasionando no desperdício de diversas doações em um cenário onde isso é inaceitável. Concomitantemente, o entrave também serve como alicerce do panorama de desigualdade, pois contribui com a manutenção da baixa qualidade de vida nessas regiões.


Além disso, a desinformação e o preconceito muitas vezes levam as famílias de potenciais doadores a recusarem o procedimento. Nesse viés, a legislação virgente permite ao cidadão a decisão de ser um doador, e essa decisão passa à família caso ele morra e seu organismo esteja apto a doar, como no caso de morte encefálica. No entanto, fatores religiosos, morais, o desconhecimento da importância da ação e a descrença nesse tipo de morte influenciam na recusa familiar. De acordo com a ABTO, a negativa familiar chega a 46% dos casos. Consequentemente, muitas pessoas perdem a oportuinidade de receber orgãos, principalmente aqueles que só podem ser dados por falecidos, como coração, pâncreas e córneas.


Dado o exposto, é imperiosoa a necessidade de soluções à problemática. Assim sendo, concerne ao Governo Federal, por meio de verbas, a elaboração de um programa de ampliação de unidades especializadas em transplantes, como a implementação em cada hospital público de uma equipe preprarada. Assim como, urge que o poder legislativo, mediante a criação de leis, implemente um documento que comprove a vontade do cidadão quanto a doação de orgãos, visando tirar da família este papel em caso de morte. Espera-se, assim, que o cenário de crescimento se perpetue e que filas de espera já não sejam uma realidade brasileira.

Ver todas as redações Corrija suas redações com a nossa plataforma! Clique aqui!
Message comes here!
Aguarde