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Doação de Órgãos no Brasil

O desenvolvimento econômico das últimas três décadas fez o Brasil ocupar espaço entre as dez potências mundiais, entretanto, é decrescente o avanço social e da saúde pública em relação à doação de órgãos. Tal panorama, além de contrário à posição econômica do país, é fruto não só da inobservância estatal da seriedade da deficiente infraestrutura na saúde nacional, mas também do desconhecimento da população ao procedimento, assim, duvidando da segurança da doação e atrofiando a sua empatia.


A princípio, é nítida a péssima infraestrutura do serviço público de saúde, uma vez que cerca de 70% dos órgãos doados não são utilizados a tempo, de acordo com a ABTO( Associação Brasileira de Transplante de Órgãos). Esse cenário é razão da alta complexibilidade de um transplante e da necessidade de equipamentos de qualidade para a realização do procedimento. Desse modo, é quase inexistente a participação do Poder Público no esforço para a mudança dessa realidade, posto que a situação da saúde nacional e a eficiência de transplantes só decresce, o que causa mais desconfiança nas famílias: responsáveis na autorização das doações.


Vale pontuar, ainda, que a dúvida da população na segurança do procedimento é diretamente ligada ao desconhecimento da sociedade do processo e do quanto a doação de órgão é importante para salvar vidas. Além disso, a desinformação da população é consequência da inexistência do assunto em constante pauta em Instituições formadoras de opinião, o que exercita ainda menos a empatia. Paralelamente a isso, o sociólogo Zigmunt Bauman afirma que na sociedade atual vive-se em uma modernidade líquida, onde as pessoas passaram a se retrair socialmente.


Logo, para que se minimize o desperdício de órgãos doados, urge ao Estado criar, por intermédio de investimentos, projetos que visem aumentar e adaptar a infraestrutura de hospitais, locais de pronto socorro e veículos de emergência para procedimentos de transplantes. Ademais, cabe ao Ministério da Educação(MEC) criar, por meio de verbas governamentais, políticas públicas que promovam publicidades que informem a população da importância da doação de órgãos e da segurança do procedimento, a fim de, através do debate, fomentar a atuação, conforme o filósofo Habermas defende que a linguagem é uma forma de ação. Somente assim, será possível aumentar a empatia social e, ainda, igualar a posição de desenvolvimento social ao econômico do país.

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