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Doação de Órgãos no Brasil

      Funcionando conforme a Lei da Inércia, a qual diz que todo corpo tende a permanecer em movimento até que uma força suficiente atue sobre ele, a doação de órgãos, no Brasil, tem passado por impasses. Nesse sentido, observa-se a falta de informação, em consonância com às condições precárias da infraestrutura do sistema de saúde brasileiro, como as forças que mantêm a insuficiência da quantidade dos órgãos e tecidos doados no país. 
      A princípio, percebe-se que a desinformação sobre a doação de órgãos dificulta a tomada da decisão de possíveis doadores. Isso ocorre, segundo a teoria Habitus, do sociólogo Pierre de Bourdieu, pois as estruturas sociais são incorporadas durante o processo de socialização, fazendo com que comportamentos de uma determinada época sejam naturalizados e incorporados pela sociedade e, consequentemente, reproduzidos ao longo das gerações. Assim, o preconceito e mitificação da doação de órgãos, do século XX, devido ao assunto ser um tabu naquele período, mantém-se na contemporaneidade e, por isso, segundo a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos, 43% das famílias ainda não permitem que seus entes queridos doem seus órgãos e tecidos. 
   Outrossim, vale também considerar o quanto a falta de estrutura dos hospitais brasileiros prejudica os procedimentos de transplantes. Tal fato vai de encontro à Constituição Federal Brasileira, a qual defende o direito à vida de todos, o que inclui, por conseguinte, o acesso à um sistema de saúde público de qualidade que suporte as necessidades dos brasileiros. Dessa forma, visto que, de acordo com a ABTO, 95% dessas operações ocorrem pelo SUS, a negligência governamental é preocupante, já que não só o fluxo logístico dos transplantes é afetado, mas também impede-se que tais procedimentos ocorram sem prejuízos. 
   Destarte, medidas são necessárias para corrigir a questão da doação de órgãos no Brasil. Portanto, é imprescindível que o Ministério da Saúde, em conjunto às Prefeituras, melhore o fluxo logístico dos transplantes, investindo mais em transportes aéreos, por exemplo. Além disso, é mister que o Ministério instrua a população brasileira sobre a importância de ser um doador de órgãos, por meio de campanhas publicitárias e palestras na associações de bairros e escolas públicas, ministradas por profissionais da saúde e pessoas transplantadas, a fim de orientar e sensibilizar as crianças, jovens e adultos sobre tal tema. Então, os impasses da questão seriam sucumbidos, sendo a diligência governamental e a instrução dos brasileiros como as forças capazes de mudar o rumo do problema: da existência para extinção. 

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