ENTRAR NA PLATAFORMA
Doação de Órgãos no Brasil

   Após o descobrimento do Brasil começou uma intensa busca a fim de resolver questões ligadas à saúde pública. Embora, durante a colônia e império pouco se tenha feito, hoje a realidade é outra: os avanços são inegáveis. No entanto, surgem obstáculos quanto aos desafios para aumentar o número de doação de órgãos. Desse modo, é indispensável analisar tal cenário intrinsecamente ligado não só à infraestrutura deficitária como também à ausência de conhecimento da população.
 


 Convém ressaltar, a princípio, que esta situação é corroborada por fatores políticos-estruturais. Isto porque, segundo o Ministério da saúde, 95% dos casos são financiados pelo SUS, e o Estado falha na promoção de estrutura adequada para unidades públicas de saúde. Bom exemplo disso, de acordo com Agência Brasil, é o fato de que em 2018 no Brasil, 71% dos órgãos doados não puderam ser aproveitados, uma vez que transplantes exigem cuidados especiais para sua remoção e conservação. Neste sentido, este quadro representa uma quebra no “contrato social”, conforme o contratualista John Locke, já que não há equidade no acesso à saúde.
 


 Outrossim, vale salientar que a falta de informação é proporcional à lacuna de doadores. Tal conjuntura é ratificada pelo acentuado número de famílias que se recusam a serem concessoras, por não compreenderem o processo de doação, quadro esse que representava 44% em 2015, segundo recente publicação do portal de notícias UOL. Somando-se a isso, está o pensamento de Arthur Shopenhauer no qual os limites do campo de visão de uma pessoa define sua compreensão do meio que a cerca. Assim, infelizmente, a grande parcela social que não precisa deste tratamento, aliada a uma educação deficitária deixa o cidadão pouco preparado no que tange a essa prática.
 


 Torna-se inquestionável em vista disso que aumentar o número de doações apresenta empecilhos a serem resolvidos. Em razão disso, cabe ao governo investir em infraestrutura, por intermédio da distribuição de auxílio financeiro para o Ministério da Saúde, com o propósito de direcionar recursos ao maior número possível de unidades de saúde, a fim de ampliar a capacidade clínica e estrutural de lidar com processo de transplante. Além disso, a mídia pode estimular o pensamento crítico, por meio da continuidade da campanha de conscientização acerca da importância de ser doador, enfatizando quantas pessoas serão beneficiadas e salvas. Dessa forma, a partir dessas mediadas espera-se promover uma melhora ainda maior neste difícil quadro.

Ver todas as redações Corrija suas redações com a nossa plataforma! Clique aqui!
Message comes here!
Aguarde