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Doação de Órgãos no Brasil

    Na série norte-americana “Pretty Little Liars”, a personagem Jenna Marshall enfrenta os desafios para receber uma doação de córneas, esperando anos para realizar o procedimento. Fora da ficção, a realidade apresentada no seriado é presente no Brasil contemporâneo, uma vez que o número de necessitados é maior do que o número de doadores, de acordo com dados da ABTO - Associação Brasileira de Transplante de Órgãos. Nesse contexto, os desafios enfrentados pela doação de órgãos são a falta de infraestrutura nos hospitais e a falta de conhecimento sobre a morte encefálica.
   É notório, em uma primeira análise, que a estrutura dos hospitais brasileiros interfere na questão. Tal fato se explica, pois o processo de doação de componentes anatômicos requer uma série de detalhes - como ventilação mecânica para o doador, temperatura adequada e médicos especializados - para ocorrer de maneira segura e eficaz, conforme a Organização Mundial da Saúde. No entanto, substancial parcela das clínicas hospitalares do país, especialmente as públicas, por ausência de investimento, não possuem essas condições, tornando os órgãos que salvariam vidas impróprios para a doação e fragilizando o Sistema Único de Saúde (SUS).
    Em segundo lugar, vale ressaltar também que o desconhecimento sobre os portadores de morte cerebral serem potenciais doadores atinge a problemática. Isso ocorre porque, na maioria das vezes, os familiares não compreendem como seu ente pode estar morto mas com os órgãos em funcionamento e, com isso, de forma imprudente, se recusam a doar suas partes acreditando que o cenário pode se reverter, mesmo sendo biologicamente impossível, segundo o Conselho Federal de Medicina. Em decorrência disso, o número de concessores de órgãos decresce e fica cada vez mais distante do ideal.
    Em suma, medidas são necessárias para resolver o impasse. Logo, a fim de tornar os hospitais do Brasil adequados para realizarem procedimentos de doação e transplante de órgãos, o Ministério da Saúde, na condição de instituição governamental responsável pelo bom funcionamento das unidades de saúde, deve realizar a compra de equipamentos essenciais para o processo, por meio de verba liberada pelo Governo Federal. Ademais, faz-se necessário que o Ministério da Saúde promova palestras para fornecer conhecimento a população sobre como os pacientes diagnosticados com morte encefálica podem salvar vidas. Apenas dessa maneira criaremos uma nação na qual a doação de órgãos possa ocorrer sem obstáculos.

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