ENTRAR NA PLATAFORMA
Doação de Órgãos no Brasil

Em um dos episódios da série americana "Grey's anatomy", a médica Izy desrespeita a lista de espera para o recebimento de órgãos, para que, assim, um de seus pacientes pudesse ser salvo. No contexto atual, fora da ficção, muitos enfermos morrem antes mesmo do transplante ser feito, visto que, a negação familiar associada a falta de profissionais especializados fazem com que a espera por um transplante fique cada vez mais extensa.


Em primeiro lugar, é válido salientar que no Brasil uma grande parcela das famílias veem a doação de órgãos como um ato de desrespeito ao ente. Nesse espectro, ao contrário de muitos países - onde cada cidadão escolhe, em vida, pela doação ou não de seus órgãos -, no âmbito brasileiro, isso fica a cargo da família, a qual, na maioria dos casos nega tal procedimento. Logo, lamentavelmente impede que outras pessoas sejam salvas e implica no agravamento da problemática.


Outrossim, é evidente que na sociedade brasileira hodierna, há um imenso descaso na preparação de profissionais capacitados a realizar os transplantes. Nesse contexto, de acordo com Lúcio Pacheco, presidente da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), a grande maioria dos estados brasileiros não têm equipes aptas a realizar os procedimentos de doação e recebimento de órgãos. Assim, muitos doadores morrem antes mesmo de chegar  a um hospital adequado.


Dessa forma, faz-se necessário que esse imbróglio seja mitigado. Portanto, cabe ao Ministério da Saúde a especialização de mais médicos e a capacitação de profissionais especializados, como psicólogos e orientadores,que devem realizar palestras informando a população sobre os privilégios da doação de órgãos para os necessitados, para que assim, haja um aumento no número de doadores e que situações como a da série fictícia não aconteça.

Ver todas as redações Corrija suas redações com a nossa plataforma! Clique aqui!
Message comes here!
Aguarde