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Doação de Órgãos no Brasil

 No Brasil existe uma situação crítica com relação a doação de orgãos, visto que, segundo o jornal O Globo as famílias não autorizam a doação em cerca de 50% dos casos.  Entretanto, isso acontece devido a falta de conhecimento dos familiares sobre o procedimento e conceitos básicos a respeito da morte encefálica. Além disso, trata-se de uma problemática pouco explorada tanto em campanhas governamentais quanto em outros ambientes, como o escolar, dificultando o entendimento da população sobre essa pauta.


 A priori, é importante ressaltar que a morte encefálica é a completa e irreversível parada de todas as funções do cérebro, de tal forma que, uma parte muito pequena dessas mortes podem ser revertidas em doação de orgãos. Conforme a ABTO(Associação Brasileira de Transplante de Orgãos), apenas 1.800 doações das mil possíveis em 2012 foram autorizadas por parentes dos pacientes com morte cerebral. Logo, a negação é a natural tendência devido a falta de esclarecimentos. Diante disso, há pessoas que acreditam até que pode haver roubo de orgãos como forma de corrupção dos hospitais, complicando a situação de quem espera na lista de transplantes.


 Outrossim, apesar de existir um bom funcionamento institucional quanto ao transplante de orgãos, considerando que, ainda segundo o jornal O Globo, 93% dos procedimentos são feitos pelo SUS, pouco investe-se na assimilação individual a cerca do assunto, esse problema e suas devidas explicações não são pautas comuns nas escolas, desde o ensino fundamental até o ensino médio, nem mesmo nas aulas de biologia. Por conta disso, a temática ficou pouco explorada e em um eventual momento de decisão, a família reage com estranheza com a sugestão médica da retirada dos orgãos, assim sendo, acabam não autorizando.


 Em síntese, há uma necessidade do Ministério da Educação por meio da modificação da BNCC(Base Nacional Comum Curricular), incluir o ensino detalhado do procedimento e da sua importância nas aulas de biologia do ensino médio, com o fito de introduzir previamente o conhecimento aos cidadãos brasileiros para que estejam aptos a tomar decisões sobre o assunto, e até mesmo salvar vidas.

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