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Doação de Órgãos no Brasil

      Na obra "Utopia", do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. Fora da ficção, observa-se que a realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a doação de órgãos no Brasil apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto do déficit de conhecimento sobre o assunto quanto da dificuldade de doar motivada pela emoção. Diante disso, torna-se fundamental a discussão  da problemática, a fim do pleno funcionamento da sociedade.


       Inicialmente, é fulcral pontuar que os problemas envolvendo a doação de órgãos deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne a criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o filósofo inglês Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população. Entretanto, isso não acontece no Brasil, infelizmente, devido falta de sapiência acerca da transferência de órgãos, limitando parte da gama populacional a ponderar sobre a possibilidade de realizar a doação e, além disso, interferindo na potencialidade de salvar outra vida. Tal ato é influenciado, principalmente, pela negligência estatal abordando as questões informacionais que devem ser passadas aos indivíduos, tornando à sua não realização um problema.


      Ademais, é imperativo ressaltar a motivação emocional como um dos fatores que tornam o debate sobre a doação de um elemento do organismo humano necessária. A série médica "Grey's Anatomy", em um dos seus episódios, relata a complicada e triste trajetória familiar percorrida quando há a recente perda de um ente querido e a decisão do que fazer com o corpo do indivíduo. Essa situação, de fato, gera grandes impactos emocionais na maioria dos familiares que também são responsáveis por autorizar se haverá a realização da transferência de órgãos. 


          Portanto, com o intuito de desenvolver a sociedade idealizada por Thomas More, urge que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Poder Público, será revestido em campanhas publicitárias, feitas através das redes sociais e televisão, acerca da importância da doação de órgãos no Brasil, com o fito de abranger o conhecimento da população sobre a questão humanitária que envolve a doação, fazendo com que a decisão de doar seja consumada. Assim, atenuar-se-á o impacto nocivo da desinformação sobre a problemática. 

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