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Doação de Órgãos no Brasil

     Congruente ao sociólogo Émile Durkheim, a solidariedade é o fator que une a sociedade e motiva as ações individuais. Entretanto, no contexto da doação de órgãos, a máxima durkheimiana não se concretiza, prejudicando os dependentes dessa prática. Nessa perspectiva, surgem a falta de conhecimento popular e a precariedade hospitalar como principais dilemas à doação de órgãos no Brasil.


     A priori, um dos entraves é o desconhecimento da população sobre o processo e a imortância da doação de órgãos. Nesse sentido, o filósofo Habermas, mediante o seu conceito de "ação comunicativa", expressa a necessidade da deliberação entre a sociedade, de forma racional, visando o bem comum. Não obstante, é perceptível que existem falhas na explicitação acerca da prática de enxertia para os familiares do doador, que faz com que seja perpetuados noções deturpadas sobre o assunto e, consequentemente, rejeitem a possibilidade de transplante, contrariando a assertiva habermasiana.


     Outrossim, apesar de existir uma lei, criada em 1997, que garanta a doação de órgãos como um direito civil na Constituição Federal, é fato que tal garantia não se estende a todos, posto que ainda é precária a rede de hospitais especializados em transplantes. Com isso, cabe pontuar que, segundo a ABTO (Associação Brasileira de Transplante de Órgãos), cerca de 40% dos órgãos captados são descartados pela condição línica do doador, reflexo da manutenção inadequada do paciente por carência de recursos hospitalares, tornando-se uma óbice para a efetivação da doação.


     Portanto, ações concretas são impreteríveis para mitigar esse quadro. Destarte, urge da mídia, como principal veículo informativo e formador de opiniões, usar as redes sociais e a televisão para propagar, cotidianamente, informações sobre a doação de órgãos, com o fito de credibilizar o ato e criar uma cultura de doação na sociedade. Ademais, cabe ao Ministério da Saúde, por meio de repasse de verbas aos hospitais, equipá-los corretamente para realizar os transplantes de forma segura e evitar perda de órgão sadios. Assim, torna-se-á possível retomar a solidariedade durkheimiana para efetivar a doação de órgãos.  

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