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Doação de Órgãos no Brasil

      Na obra "Utopia", do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. Contudo, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a doação de orgãos no Brasil apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Nesse sentido, diante de uma realidade instável e temerária que mescla conflitos nas esferas governamental e familiar, analisar seriamente as raízes e os frutos dessa problemática é medidas que se faz imediata.


     Em primeiro plano, é fulcral pontuar que os desáfios para a doação de orgãos deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, no entanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação da autoridades, e políticas ineficientes a cerca da doação de orgãos faz com que apenas 43% das pessoas que sofrem morte encefálica doem seus orgãos, segundo o Ministério da Saúde. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.


      Por conseguinte, é imperativo ressaltar a indecisão da familia quanto a doação dos orgãos de seus entes recem falecidos.Segundo Platão o importante não é apenas viver, mas viver bem. Seguindo essa linha de pensamento, após a doação de orgãos a pessoa que antes apenas vivia agora passa a viver bem. Entretanto, de acordo com a atual legislação, os orgãos de uma pessoa morta somente poderá ser doado com a permissão de sua familia. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que a indecisão familiar contribui para a perpetuação desse quadro deletério.


    Assim,medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar os desafios para a doação de orgãos no Brasil, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas de União direcione capital que, por intermédio do Ministério da Saúde, será revertido em carteiras de doação de orgãos, através das únidades de saúde que após o paciente ir consultar pela primeira vez deverá abordar esse paciente juntamente com um psicológo, com o objetivo de tirar possiveis dúvidas sobre a doação de orgãos e fazer a carteirinha dessa pessoa caso opite por ser doador de orgãos, lembrando que caso a pessoa seja contraria a doação não precisará fazer, e em possivel mudança de pensamento poderá ser feito a qualquer momento, essa carteira deve ficar registrada tanto no cartão do SUS quanto no cadrasto dessa pessoa. Além disso, urge que a mídia, promova propagandas televisivas promovidas por psicólogos e médicos, a fim de orientar as pessoas sobre a doação de orgãos e a importancia de fazer a carteirinha de doador. Desse modo, atenuar-se-à, em médio e longo prazo, o impacto nocivo da doação de orgãos, e a coletividade alcançará a Utopia de More.

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