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Doação de Órgãos no Brasil

     É possível afirmar que um dos grandes desafios a ser debatido que permeia a sociedade brasileira é a questão da doação de órgãos no país. O Brasil conta com um dos maiores sistemas públicos organizados do mundo para captação e transplantes de órgãos e tecido, no entanto o número de doares ainda é considerado baixo. Tal realidade é reflexo de uma série de fatores como autorização familiar, conscientização e a falta de informação, esses fatos fazem com que o tempo na fila de espera seja cada vez maior, o que diminui significativamente as chances de salvar vidas.
    A doação de órgãos é um ato de amor e solidariedade. Entretanto, nem sempre as famílias encaram como algo positivo. Na maioria dos casos, em que se tem um potencial doador 47 % das famílias se recusam a doar órgãos, segundo dados da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB). Dessa forma, é preciso reverter esse quadro, que só é possível por meio de uma população bem esclarecida sobre o assunto, uma vez que em meio à tristeza da perda de um ente querido, tem-se uma fila de milhares de criança, jovens e adultos que podem dar continuidade a vida através da ajuda do outro.
     Somando a isso, percebe-se que os principais motivos para a negação de uma possível doação são os conflitos com outros parentes, a falta de informação acerca do procedimento ou da morte encefálica e desconfianças quanto ao médico. De acordo com a Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos, nos estados de Goiás a recusa é de 82 %, em Sergipe 78% e no Acre 73%, o que é alarmante. Sendo assim, é notório que essa questão ainda é um assunto que não está sedimentado na maior parte da população brasileira.
      O filosofo francês Émile Durkheim dizia que a sociedade funciona como um organismo vivo, ou seja, em que cada um possui sua função. Nesse sentindo, é fundamental a interação tanto da sociedade civil como daqueles que o governa. Dessa forma, o poder público em todas as esferas (federais, estaduais e municipais), devem investir e incentivar campanhas que visem a o esclarecimento e conhecimento a cerca da doação de órgãos e da morte encefálica, seja por meio de palestras, cartilhas ou por meio da mídia . Também é imprescindível inserir tal temática nas escolas, para que desde criança, essa temática faça parte da realidade na vida das futuras populações. Com isso, a família tem o papel de promover a discussão a cerca da vontade de ser doador, sendo assim será possível garantir um futuro com mais doações e a continuidade de mais vidas.

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