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Doação de Órgãos no Brasil

O filme "Buscando..." de 2018, relata a história de David Kim, um homem, que, após o inesperado desaparecimento da filha, se vê frustado e angustiado pela investigação policial, que não levou a lugar algum. Assim, ele decide procurar pistas sozinho, onde ninguém procurou: o computador dela. Fora da ficção, houve um aumento preocupante no número de desaparecidos nos últimos anos e, infelizmente, muitos estão sem solução e o assunto ainda é pouco discutido. Nesse sentido, são necessárias medidas policias mais eficientes, bem como, um acompanhamento especial para a família da vítima.


 


Primeiramente, é importante ressaltar, que um sistema de inteligência policial é essencial, para resolução desses casos. Entretanto, no Brasil, os cadastros de desaparecidos e os bancos de dados existentes, estão desatualizados, o que impede o uso confiável destes para localizar as pessoas. Além disso, existe pouca interação da polícia com diferentes áreas de serviço público, como a saúde, que poderia contribuir com possíveis históricos de problema de saúde mental ou violência, por exemplo, para ajudar na investigação.


 


Ademais, destaca-se a fragilidade da condição psicológica das famílias afetadas. Nesse viés, o neurocientista Sigmund Freud afirma que o luto é a aceitação da perda de alguém, porém quando existe a esperança, o sentido se agrava para uma profunda melancolia. Dessa maneira, é notável como as famílias das vítimas, tendem a entrar nessa "melancolia" e desenvolver sérios problemas mentais, como a depressão. Todavia, o papel do Estado de oferecer apoio a essas pessoas é raramente efetivado.


 


Portanto, fica claro que atitudes do Governo, são necessárias para diminuir os casos de desaparecidos no Brasil. Para tal, urge que o Ministério da Justiça e Segurança Pública, em parceria com o Sistema Único de Saúde (SUS), criem, por meio de verbas governamentais, bancos de dados precisos, que façam um perfil de cada indivíduo com informações, tanto da saúde como da justiça, de modo a otimizar ao máximo futuras investigações, e garantir a segurança de todos. Além disso, o SUS deve disponibilizar tratamentos psiquiátricos, voltados especificamente para parentes das vítimas. Só assim, o Brasil poderá ser um país mais seguro, e não precisaremos mais fazer "buscas" com nossas própias mãos. 

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