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Doação de Órgãos no Brasil

Luta pela sobrevivência


Em Boston, no ano de 1954, ocorreu a primeira cirurgia de transplante vital que se concretizou. Neste sentido, os indivíduos que necessitavam do recebimento de outro órgão tiveram suas esperanças ampliadas. Em contrapartida, nota-se que a luta por essa conquista continua assídua, visto que o número de doadores no Brasil se mantêm menor do que o esperado.


Em síntese, no contexto atual, para ser um doador de órgãos no país é necessário somente a autorização dos familiares do indivíduo que apresenta morte encefálica, dada quando há perda total das funções cerebrais. Todavia, durante esse processo, muitos dos parentes optam pela não doação, principalmente devido a existência de esperanças para que o paciente volte a vida, ou então, pela crença religiosa de que a alma só descansará se o corpo for enterrado intacto, portanto, essas perspectivas auxiliam os níveis de baixa doação a se manterem como estão.


A propósito, de acordo com a Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO), o número de doadores vivos está em crescimento se comparado aos últimos anos, mas o de doadores falecidos ainda apresenta um lento avanço, dado pelos fatores culturais e religiosos, fato esse que prejudica na sobrevivência de diversas pessoas, pois muitos órgãos estão sendo inutilizados à medida que poderiam estar salvando a vida daqueles que esperam por anos na fila e muitas vezes, morrem antes de consegui-lo.


Dessa forma, ao passo que a espera pelo transplante aumenta devido ao baixo índice de doações, deve-se trazer propostas, tais como a divulgação maior em instituições de ensino de campanhas já existentes, como o setembro verde, pelo Ministério da Saúde em conjunto com o Ministério da Educação, com o intuito de informar a população sobre a importância da doação de órgãos e dar a eles a escolha de ser ou não um doador, para que dessa forma, possam avisar sobre a opção aos seus familiares em busca de aumentar o número de doadores e com isso, diminuir as filas de espera.

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