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Doação de Órgãos no Brasil

No universo cinematográfico, destaca-se o seriado televisivo “Grey’s Anatomy”, onde salvar vidas é eixo central do enredo. Assim como no cenário ficcional supracitado, o sistema de saúde brasileiro tem visto o transplante de órgãos como alternativa para o tratamento de enfermos, e a insuficiência de doações como problema crônico de difícil resolução. Nesse contexto, seja pela negligência estatal, seja pela carência de campanhas publicitárias que incentivem doações, cada vez mais pessoas clamam por socorro em filas de espera.


A priori, cabe salientar que o sistema brasileiro de saúde, o SUS, está permeado de significativas falhas administrativas e funcionais. Em decorrência da falta de verbas destinadas à saúde da população, potencializa-se o número de doentes nas filas dos mais diversos hospitais públicos espalhados pelo país. À espera de tratamentos simples ou de procedimentos cirúrgicos prolixos, o excesso de enfermos e os poucos médicos disponíveis nas unidades de saúde corroboram para o aumento de mortes decorrentes da falta de órgãos disponíveis para os transplantes ou até mesmo de materiais indispensáveis aos procedimentos.


Concomitante a isso, tem-se que a ausência de informações a respeito da doação de órgãos é fator determinante para a persistência do baixo número de doadores. Diante dos poucos panfletos e banners distribuídos nas unidades básicas de saúde, muitos indivíduos continuam leigos quanto a esse tema. Dessa forma, torna-se recorrente que familiares de entes mortos, desconhecendo as medidas necessárias para realizar a doação de órgãos, não sejam auxiliados por entidades responsáveis, impedindo que mais vidas sejam salvas.


Assim sendo, urge a resolução dessa problemática. Para isso, cabe ao Ministério da Saúde, em parceria com o MEC, inserir na grade curricular educacional dos cursos de medicina segmentos que ampliem a interação entre prática e teoria, e aproximem os acadêmicos da população. Isso pode ser feito através de “workshops” e palestras em postos de pronto atendimento, com estudantes dos últimos semestres letivos realizando consultas acompanhadas de profissionais experientes. Assim, sobrarão profissionais formados para realizar atendimentos específicos e providenciar as medidas necessárias para os transplantes. Além disso, os alunos devem também debater com a comunidade sobre a carência e a importância da doação de órgãos, divulgando campanhas que esclareçam e incentivem a solidariedade. Dessa forma, haverá mais adeptos dos programas de doação e o S.O.S das pessoas nas filas de hospitais será atendido.

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