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Doação de Órgãos no Brasil

     No período da Primeira República ocorreu, no estado do Rio de Janeiro, a revolta da vacina, a qual foi marcada pela negação dos moradores expulsos dos "guetos" à vacina. Hodiernamente, na sociedade contemporânea, os problemas relacionados à saúde transmutaram-se. De fato, um de seus maiores representantes é o caso da doação de órgãos, que, infelizmente, também tem recebido um não; porém, essa negação se origina nas famílias e na falta de apoio do Estado.


     Primeiramente, com o desenvolvimento tecnológico, a sociedade tem se centrado no individualismo; assim, tal dinâmica tornou-se fato dificultante para a liberação de órgãos pelas famílias. Jean-Paul Sartre, filósofo existencialista, demarca em seus estudos que cada indivíduo tem uma vida, e todo ele é responsável por ela, inclusive por suas escolhas. Entretanto, tal dinâmica de liberdade não tem se manifestado ao se analisar o caso supracitado. Além disso, dados mostram que, lamentavelmente, por escolha dos parentes, inúmeros órgãos não são doados. Destarte, pode-se constatar que a conjuntura social tornou os indivíduos egocêntricos ao ponto de não permitirem o fim de uma vida para continuidade de outra.


     Ademais, cabe salientar que tal problema, mesmo com o apoio familiar, não consegue ser resolvido por falta de estrutura do serviço de saúde pública. Na série "Sob Pressão", da rede Globo de televisão, é apresentada uma demonstração ficcional da realidade de descaso com o bem-setar médico, seja por superlotação ou por falta de recursos para mantimento dos ambientes hospitalares. Dessa forma, é notável que, em um ambiente caótico, o transplante de órgãos se torna algo restrito à casos específicos, principalmente àqueles que retém maior lucro. Paradoxalmente, a fila de tranplantes cresce quilometricamente. 


     Em conseguinte, tal dinâmica depressiativa não pode mais ser uma realidade. Portanto, o Estado, por meio do Ministério da Saúde (MS), deve concentrar seus esforços na reformulação da lei que dá direito de decisão à família no caso da doação de órgãos. Nesse hiato, o indivíduo, em vida, decidiria qual a destinação de suas partes corporais. Além do mais, as Secretarias municipais e da União, as quais são alidas ao MS, seriam responsáveis pela divulgação dos multirões de cadastramento de doadores, que já acontecem, por meio das grandes mídias. A fim de contemplar-se, enfim, uma sociedade desvencilhada dos ideais segregacionistas advindos da Primeira República.

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