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Doação de Órgãos no Brasil

De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos Lúcio Pacheco, a má distribuição das equipes de transplantes tende a ser o problema da falta de doações efetivas. Atrelada ao pensamento do doutor, a doação de órgãos não é organizada no Brasil. Uma vez que, ocorre tráfico de órgãos para favorecer os mais ricos nos hospitais, além da falta de informação para a população. Logo, torna-se necessária a análise dessas causas.


 


À princípio, o tráfico de órgãos favorece os mais ricos nas instituições de saúde. Segundo a Polícia Federal, o tráfico de órgãos é o terceiro mais rentável no mundo e um dos mais caros. Isso ocorre pois, pessoas de maior classe social que entram na fila de espera dessa doação tendem a pagar pra receber esses órgãos mais rapidamente, já que, o homem é egoísta em situações que se sente ameaçado, conforme  o sociólogo Schopenhauer. Dessa maneira, a classe com menor poder aquisitivo permanece nessa fila e o senso comum sobre a precariedade do sistema cirúrgico permanece.


 


Outrossim, a falta de informação da sociedade causa a queda dos índices de interesse por doar órgãos. O documentário "Anjos da Vida: Em busca da doação de órgãos" informa sobre a vida profissional dos médicos e enfermeiros que trabalham com os processos de transplante e busca por órgãos. Observa-se que a enfermeira, após ter feito uma abordagem correta a uma familiar de uma potencial doadora, convence-a a autorizar a doação. Paralelo a curta-metragem, o cenário de instabilidade e dúvidas sobre o imbróglio ocasionam o receio de autorizar um transplante, pois há a desconfiança no processo de cirurgia no corpo de um parente. Enfim, torna-se imperioso que o governo junto ao Ministério da Educação (MEC) formulem medidas reparadoras.


 


Portanto, em vista do supracitado, ora, os ricos beneficiem-se com a doação de órgãos previamente aos demais, ora os indivíduos não confiam nesse sistema. Assim, urge que o Poder Judiciário fiscalize o remetente e o destinatário do transporte de organismos humanos e suas partes, por meio do acesso às câmeras na saída e na entrada dos hospitais, para fim de ter controle sobre a saída dos pacientes que são parte da fila de espera por um órgão. Ademais, o MEC deve, concomitantemente, incluir o tema "A importância da doação de órgãos" na grade curricular de biologia, por intermédio de palestras e apostilas didáticas, para, assim, obter um maior número de potenciais doadores no futuro. Desse modo, o conflito citado por Lúcio Pacheco extinguir-se-á.

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