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Doação de Órgãos no Brasil

Na Constituição Federal de 1988, é garantido a todos os indivíduos direito à saúde pública de qualidade. Conquanto, ao analisar o quadro do sistema precário de doações de órgãos, piorado pela falta de investimento em infraestrutura hospitalar básica e propagandas sobre a importância do ato de doar, é indubitável que esse direito não se reverbera no Brasil. Dessa forma, convém estudar profundamente esse problema.


Em primeiro plano, segundo a Agência Brasil, 71% dos órgãos doados não podem ser utilizados por conta da péssima infraestrutura dos hospitais brasileiros. Nesse sentido, é inquestionável que as deploráveis condições físicas dos centros de saúde dificultam, ferozmente, a recepção de órgãos doados, uma vez que exigem condições específicas para não ocorrer sua deterioração, como, por exemplo, a manutenção da temperatura, muitas vezes não estabelecida por falta de investimentos estatais em tecnologias com esse fito. Desse modo, enquanto as estruturas dos estabelecimentos hospitalares não forem melhoradas, pouco adiantará existir a disponibilidade de órgãos.


Outrossim, segundo a Escola de Frunkfurt, a mídia possui grande papel coercitivo sobre a população, sendo capaz, por conseguinte, de criar culturas de massa. No contexto brasileiro atual, é inegável a inércia do estado quanto ao desenvolvimento de propagandas com o intuito de incentivar a população ao ato de doar órgãos. Com isso, é dificultada a melhoria do quadro, uma vez que muitos indivíduos nem sequer entendem como funciona o processo de doação e, por conta disso, não se declaram doadores para seus familiares. Logo, o distanciamento da tese frankfurtiana diminui a quantidade de potenciais doadores no Brasil, configurando-se um problema de saúde pública.


Portanto, cabe ao Ministério da Saúde, aliado à Mídia, haja vista seu grande poder coercitivo, criar campanhas sobre a doação de órgãos, através de jogos midiáticos, como novelas e propagandas televisivas, no afã de incentivar a população a doar. Outrossim, o Estado também deve melhorar os hospitais, por meio da compra de tecnologias na área da saúde, com o objetivo de validar o atual contingente de órgãos aptos à doação. Assim, far-se-á uma melhora no quadro.

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