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Doação de Órgãos no Brasil

O conhecimento sobre a anatomia humano foi estudado inicialmente no Egito, sendo o processo de mumificação o responsável pelo entendimento do funcionamento do corpo humano. Já em 1933 o primeiro transplante da história foi realizado, por um cirurgião ucraniano a fim de tratar um problema renal agudo, e após isso inúmeras inovações médicas surgiram. Entretanto, embora no hodierno contemos com uma medicina avançada, o número de doadores de órgãos é pequeno em relação ao total da população, sendo assim, é necessário questionar: Quais são os fatores que implicam no baixo número de doadores de órgãos?


Sabe-se que no último semestre, 71% dos órgãos doados no Brasil não puderam ser utilizados, pois muitos hospitais carecem de infraestrutura necessária para manter o bom funcionamento dos órgãos até a chegada de uma equipe para fazer a remoção, o que torna o tecido inviável para a doação.


Além disso, a lei de 2001 transfere aos familiares do paciente com morte encefálica a responsabilidade sobre seus órgãos. Entretanto, a maioria das famílias decide não doar os órgãos de seu ente, muitas vezes por alimentarem a esperança de que um milagre possa acontecer para que o quadro de saúde do indivíduo se reverta. Isso fica evidenciado em vário episódios da série Grey’s Anatomy, em que muitas famílias optam por desligar os aparelhos de seus entes ao invés de doar seus órgãos.


Outrossim, a ausência do investimento na assimilação individual acerca da importância da doação de órgãos, seja por meio de campanhas ou dentro das instituições educacionais, contribui para o aumento do índice de doadores. Vale ressaltar, que esse assunto e seus devidos esclarecimentos não são pautas comuns nas escolas, desde o ensino fundamental até o ensino médio. Por conta disso, a temática fica mal explorada, e em momentos de indecisão a família reage com surpresa aos questionamentos feitos pelos médicos e opta pelo não.


Assim, com base no que foi exposto, pode-se depreender que medidas de incentivo a doação de órgãos são necessárias. Portanto, é mister que o Ministério da Educação aborde nas aulas de biologia a importância da doação de órgãos, além de promover palestras que esclareçam as eventuais dúvidas, enaltecendo o valor solidário deste gesto. Além disso, é necessário que este tema tenha maior visibilidade no meio midiático, sendo fundamental a inserção de propagandas públicas que incentivem a doação de órgãos. Para mais, o Ministério da Saúde, com o apoio do governo Estadual, deve investir em infraestrutura para seus hospitais que visem sanar as deficiências que podem atrapalhar a doação de tecidos, comprando aparelhos eficientes de refrigeração e os medicamentos necessários, para que assim, milhares de pessoas consigam ter uma segunda chance para viver.

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