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Doação de Órgãos no Brasil

Atualmente, o Brasil é a referência na área de transplante sendo o segundo maior país doador do mundo. Porém, a doação de órgãos ainda é um processo que encontra dificuldades devido a falta de informação dada à sociedade, o que resulta em uma grande fila de espera para aqueles que precisam de um novo órgão.
A priori, é válido discutir a recusa da doação e o provável motivo dela. Segundo a Lei 10.211, deve partir da família o consentimento para que o paciente seja um possível doador. No entanto, de acordo com dados da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO) obtidos em 2018, 43% das famílias não aceitam a doação de órgãos dos seus parentes mesmo após a comprovação de morte encefálica, sendo essa a condição necessária para que alguém seja doador. Esse fato se dá porque essas pessoas são mal informadas pelos profissionais de saúde de que seu familiar foi considerado falecido e portanto não há chances de uma possível melhora. Sendo assim, é necessário que a informação chegue até às famílias para que esse choque seja evitado.
Por conseguinte, essa recusa ocasiona em uma fila de espera longa e demorada. Ainda citando a ABTO, uma pesquisa realizada por ela apontou que mais de 30 mil pacientes aguardam uma doação. Além disso, uma outra apuração feita em 2016 mostrou que mais de 2.000 pessoas morreram à espera de um transplante. Com esses dados é possível compreender como a doação de órgãos ainda é um assunto que necessita de mais atenção, pois um único doador pode mudar a vida de mais de 20 pessoas, segundo a ABTO.
No artigo 196 da Constituição Federal, é dito que a saúde da população é dever do Estado. Sendo assim, se faz necessário que o Ministério da Saúde em parceria com a mídia brasileira promova a informação da população acerca da importância da doação de órgãos assim como seus processos. Para isso, deve-se utilizar campanhas publicitárias em televisões, rádios e panfletos com o intuito de fornecer conhecimento para a sociedade e, assim, desmistificar o transplante, sendo possível salvar inúmeras vidas. Além disso, deverá existir uma capacitação voltada para a inteligência emocional de todos os profissionais que terão acesso aos familiares dos pacientes para que eles saibam como dar a notícia do falecimento sem causar um choque desnecessário.

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