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Doação de Órgãos no Brasil

                   De acordo com a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), em uma pesquisa realizada no ano de 2018, cerca de 43% das famílias se recusam a doar órgãos de parentes com morte encefálica. Isso acontece, em parte, porque tais familiares desconhecem todos os procedimentos básicos e os conceitos de encefalia, gerando dúvidas sobre a segurança da doação. Por consequência da escassa quantidade de doadores, mais de 70 mil pessoas estão na lista de espera, aguardando uma doação compatível, e esse número tente a aumentar.


                Primeiramente, é possível dizer que, por falta de informações acerca do processo de retirada dos órgãos, a tendência mais comum é a negação. As campanhas publicitárias não são frequentes e, sem uma maior divulgação à população, o número de doadores faz-se menor do que a real demanda. No seriado norte-americano Grey’s Anatomy, o dilema da cessão de órgãos é constantemente discutido no que diz respeito à decisão da família quanto a realizar ou não a doação. Fora da Ficção, isso é uma realidade no Brasil a fora. Mesmo sendo o segundo país que mais realiza transplantes no mundo e tendo 96% dos procedimentos financiado pelo Sistema Único de Saúde, menos da metade das famílias aceitam o procedimento.


                Outrossim, apesar do bom funcionamento da instituição de saúde pública quanto aos transplantes, o percentual de doações tem apenas diminuído, segundo a ABTO. Esse assunto e seus devidos esclarecimentos não são pautas comuns nas escolas, nem mesmo em aulas de biologia, por exemplo, onde caberia tocar no tema com informações e dados reais sobre todo o processo. Por conta disso, o assunto fica pouco explorado e, em eventual situação onde a decisão se faz necessária, a família reage com surpresa à ideia dos médicos sobre a importância da retirada dos órgãos, negando-a devido a desinformação e situação delicada do momento.


                Portanto, é de extrema importância que o Estado providencie melhorias para o quadro atual. Para combater o baixo índice de doações de órgãos, urge que o Ministério da Saúde promova campanhas publicitárias com ênfase na desmistificação de certos tabus que o assunto ainda traz, e cabe ao Ministério de Educação e Cultura (MEC), incluir na matriz curricular palestras, projetos e introduzir em outras disciplinas, tal como sociologia e biologia, mais informações sobre o tema. Como disse o filósofo Immanuel Kant: “o homem é aquilo que a educação faz dele.”                                                                                                                                                                                                                           

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