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Doação de Órgãos no Brasil

Na obra cinematográfica A Cinco Passos de Você, retrata a história que jóvens com Fibrose Cística, uma doença pulmonar cujo tratamento depende de transplantes de pulmões ao longo da vida. Fora do cinema, a doação de órgãos, embora seja uma questão de extrema relevância para a saúde pública, ainda encontra empecilhos prejudiciais ao teu propósito: salvar vidas. Nesse sentido, faz-se imprescindível analisar o desleixo governamental em promover uma eficiente conscientização popular acerca da importância de ceder órgãos, bem como a consequente inexistência de um cadastro nacional de doadores de órgãos que facilite e aumente as doações.


Indubitavelmente, o baixo nível de  doadores está relacionado à ausência de uma elucidação coletiva quanto ao tema referido. Acerca disso, dados recolhidos pela Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO) mostram que, dos 20 mil casos aptos para tranplantes, isto é, mortes encefálicas, somente 30% tornam-se doadores, haja vista que não houve conscientização nem do sujeito, que  não apresentou nenhuma inclinação sobre a doação de órgãos, nem de sua família, que possui o direito de decidir em última instância. Dessa maneira, a desinformação acaba reduzindo o número de doadores e, em consequência, das transplantações responsáveis por salvar vidas.


Em decorrência disso, o silêncio individual no que diz respeito à possibilidade de ser um doador  inviabiliza a realização de um cadastro nacional que beneficie as doações. Nesse panorama, nota-se que, diferente do caso brasileiro, a Espanha -líder nessa modalidade de doação há quase 30 anos- conta com o Consentimento Presumido, onde todo cidadão é doador, a menos que ele alegue o contrário juridicamente, fato que incentiva, assim, o pronunciamento individual de cada cidadão e sua devida catalogação. Nessa diretriz, o Brasil conta com um cenário desafiador, uma vez que não há incentivo à manifestação da vontade de doar e, desse modo, o agrupamento dos indivíduos doadores é inexistente.


Em suma, é evidente que conscientizar e cadastrar são mecanismos supressores dos empecilhos presentes na questão de saúde apresentada. Logo, cabe ao Ministério da Saúde, associado à emissoras televisivas, elaborar conteúdos culturais -tal como novelas e minisséries- abordando a importância de ceder e transplantar órgãos, visando o esclarecimento e o encorajamento popular e, em seguida, o aumento de doadores. Além disso, é necessário que o Sistema Único de Saúde cadastre, em todas as unidades de saúde locais, doadores de órgão em potencial, objetivando o rompimento do silêncio individual e, por fim, a otimização do quadro donativo do Brasil. Somente assim, será possível melhorar as condições de vida de indivíduos carentes de órgãos, a exemplo dos jóvens com Fibrose Cística.

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