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Doação de Órgãos no Brasil

   Sabe-se que o transplante de órgãos, no Brasil, sempre envolveu discussões polêmicas. Apesar de ser referência mundial na área da saúde, o país ainda enfrenta obstáculos na otimização desse processo devido à legislação deveras burocrática e à falta de conhecimento aprofundado, por parte da população, sobre a prática que pode salvar vidas.


   A iniciar pelas leis que regem a doação de órgãos no Brasil, percebe-se que há grandes dificuldades em efetivar o procedimento. Isso se deve, por exemplo, ao fato de que, mesmo havendo reconhecimento legal do doador por meio de documentação, a autorização final do transplante deve vir da família, o que geralmente é um obstáculo à realização do processo.


   Sendo assim, a recusa, pelos familiares, à doação das partes vitais do ente falecido acaba inutilizando órgãos que salvariam muitos receptores na fila de espera. Essa negação acontece, em boa parte dos casos, pelo desconhecimento da população leiga em relação à importância do transplante, bem como sobre a irreversibilidade da morte cerebral, levando em conta que, nesse caso, ainda restam esperanças aos parentes, que se recusam a autorizar a doação em caso de “ressuscitação” do paciente.


   Com isso, infere-se que a legislação sobre o transplante de órgãos no Brasil deve ser alterada. Para isso, o Poder Legislativo deve, por meio de votação, criar um projeto de lei que reconheça a legitimidade da documentação de um doador, não necessitando da autorização familiar em caso de existência da carteirinha oficial, a fim de efetivar e otimizar os procedimentos. Além disso, deve-se haver o diálogo entre familiares, sobre qual o destino do corpo de um indivíduo após uma possível morte, e a compreensão, por parte de todos, da importância da doação. Assim, o Brasil permanecerá sendo referência global na área de transplantes, e mais vidas poderão ser salvas com essa iniciativa.

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