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Doação de Órgãos no Brasil

A doação de órgãos não é algo novo. Desde 1997 foi estabelecido a Lei Nº 9.434 que dispõe sobre a remoção de órgãos, tecidos e partes do corpo humano para fins de transplantes e tratamentos, esta presumia que todos os brasileiros eram doadores. Atualmente, de acordo com dados da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos existem, aproxiadamente, 14 doadores para cada 1 milhão de pessoas. No entanto, alguns pontos devem ser observados, posto que o número de doadores vêm aumentando, mas ainda é insuficiente. Não só a falta de informação impede que muitas vidas sejam salvas, como também a falta de infraestrutura.
Antes de tudo, a doação de órgãos, assim como a morte são tabus sociais. Em muitos casos as famílias não dialogam sobre sua vontade de ser doador, dificultando o processo de doação. Pois, com a reformulação da lei em 2001 trasmite para a família a responsabilidade dos órgãos do paciente. Não só na realidade como na ficção esse tema é comumente abordado, tendo como exemplo a série "Grey's Anathomy", qual várias vezes apresentou casos de transplantes barrados pela família do paciente. Dessa forma, é necessário que os médicos estejam capacitados para passar o diagnóstico e informar a família sobre a possibilidade de doação.
Ademais, a infraestrutura dos hospitais públicos se encontra em precariedade, é comum ver em noticiários hospitais com falta de materiais, equipamentos e profissionais capacitados. Este descaso impede o crescimento de doadores, já que o transplante precisa ocorrer de forma ágil. Outro fator ligado a infraestrutura é o fluxo logístico, qual muitas vezes acaba necessitando de transporte aéreo. Por sua vez, este também é insuficiente o que dificulta e pode acabar ocorrendo a perda do órgão.
Portanto, afim de aumentar o número de doadores no Brasil o Ministério da Saúde, que é o órgão máximo do sistema de saúde, deve investir na infraestrutura dos hospitais e aumentar o número de aviões disponíveis para realiazar o transporte dos órgãos. Além de implementar debates na escolas nas aulas de ciências biológicas, assim como palestras nas cidades para a população conversar mais sobre o tema. Espera-se que com essas ações o número de doadores aumente, por consequência, que vidas sejam salvas.

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