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Doação de Órgãos no Brasil

     Na obra "Utopia" do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a Doação de Órgãos no Brasil apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da escassez de doadores vivos, quanto da falta de doadores cadávares. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.


   Precipuamente, é fulcral pontuar que o problema deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, na Central Nacional de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos e Tecidos (CNNCDO) para reduzir as filas de espera nos hospitais. Atualmente existem 32.716 pacientes cadastrados em lista de espera para um transplante de órgãos, estes dados foram divulgados pela Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO). Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.


       Ademais, é imperativo ressaltar a necessidade do consentimento dos entes familiares de doadores não-vivos como promotor do problema. Partindo desse pressuposto, não e justo que pessoas estejam esperando por orgãos, enquanto outras são enterradas com eles. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que a carência de empatia dos entes queridos contribui para a perpetuação desse quadro deletério.


       Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar a ausência da Doação de Órgãos no Brasil, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Sistema Nacional de Transplantes (SNT), será revertido em divulgação das estatísticas da necessidade da doação, através dos meios de redes sociais é também por cartazes impressos. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo da dificuldade, e a coletividade alcançará a Utopia de More. 

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