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Doação de Órgãos no Brasil

      Em 2013 , Chiquinho Scarpa , um dos homens mais ricos do país, em uma ação para promover a doação de órgãos , anunciou que enterraria seu carro avaliado em 1 milhão de reais , a fim de expor como a população também enterra algo mais valioso e que poderia salvar vidas , ou seja , os órgãos . Nesse sentido, faz-se necessário o debate sobre tal prática, uma vez que as crescentes filas de espera e ínfimas filas de doadores estão intrínsecamente ligadas não só a falta de informações da população , mas também de estrutura do sistema de saúde brasileiro.



        Mormente, a ausência de conhecimento necessário da comunidade , relacionado a doação de órgãos , se reflete na realidade hodierna do país. A esse respeito , cabe ressaltar a teoria do filósofo francês Pierre Bourdieu, no qual afirma que as visões da sociedade são determinadas por agentes. Por esse ângulo , apesar do Estado dar maior visibilidade a essa questão , por meio de publicidades , as famílias se deparam, ainda , com a insegurança referente a como esse processo será feito , logo contribuindo para que recusem o procedimento e , consequentemente , aumentando as filas de espera. Desse modo , lê-se nociva a negligência do Estado em relação ao seu papel de agente na sociedade atual.



      Além disso , a incapacidade do sistema de saúde nacional corrobora o cenário instaurado no Brasil. Nessa perspectiva, vale destacar o Artigo 196 da Constituição Federal , na qual estabelece o dever do Estado ao acesso universal e igualitário ás ações e serviços para a promoção , proteção e recuperação dos indivíduos. No entanto , tal prerrogativa se encontra falho no corpo social , já que, segundo o presidente da Associação Brasileira de Transplante de Òrgãos , Paulo Pêgo , nem todas as unidades de saúde têm equipamentos e profissionais capazes para atestar , como por exemplo, a morte encefálica, o que inviabiliza a doação . Assim sendo , é de extrema importância a alteração desse quadro , uma vez que a sua permanência afeta a saúde pública.



          Infere-se, portanto, ações governamentais para a reversão desses impasses que dificultam a doação de órgãos . A priori , cabe ao Ministério da Saúde promover campanhas voltadas para a importância da doação , por meio da mídia e engajamento de personalidades influentes do país , a fim de lecionar e sanar dúvidas da população que tenham algum tipo de receio a tal procedimento. Além disso , o Estado deve capacitar o sistema de saúde de todo o território nacional de forma igualitária , por meio de verbas e qualificação dos profissionais , com o fito de viabilizar qualquer tipo de transplante que possa ser feito. Logo, somente assim a Constituição Federal será usufruída de forma plena e para todos .

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