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Doação de Órgãos no Brasil

"A solidariedade é o sentimento que melhor expressa o respeito pela dignidade humana." Esse pensamento do escritor Franz Kafka, embora verdadeiro, não reflete a realidade do Brasil. Isso porque, no que tange à doação de órgãos no país, ainda há inúmeros empecilhos para que tal sentimento postulado por Kafka seja efetivado, principalmente devido à falta de informações da família sobre o procedimento e pela dificuldade encontrada para o estabelecimento de um diálogo entre os familiares. Nesse sentido, faz-se necessário um olhar mais centrado na questão, de modo a resolver as problemáticas enfrentadas.
Em primeira instância, é indubitável que o impasse nos processos de doação de órgãos no Brasil é um problema de saúde pública, o que consequentemente reflete a insuficiência de políticas ligadas à práticas de informações direcionadas ao âmbito familiar brasileiro. Segundo dados da Central da Rede Record (R7), ainda que o número de doações tenha saltado em 15% no ano de 2017, muitas famílias recusam-se a aceitar o procedimento pela falta de conhecimento e de confiança no modo de realização do mesmo, contribuindo para o cenário negativo da situação.
Ademais, vale ressaltar que a falta de diálogos entre os familiares sobre a importância de ser um doador afeta diretamente na efetivação de tal prática. Em um levantamento feito pela Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO), a cada 100 famílias, 43 recusam-se a doar os órgãos do falecido, pois, na maioria das vezes, o indivíduo não deixa claro seu posicionamento entre ser ou não um doador, o que gera um impasse ainda maior no momento em que os familiares precisam  decidirem-se entre autorizar ou não a doação. 
Fica evidente, portanto, a necessidade de serem tomadas medidas para resolverem a problemática da doação de órgãos no Brasil. Em primeiro lugar, o Governo Federal, em parceria com o Ministério da Saúde, devem desenvolver campanhas educativas, por meio de cartazes expostos em ambientes públicos, como escolas, ônibus, metrôs e principalmente unidades básicas de saúde, visando informar a população brasileira sobre o modo de funcionamento das doações, demonstrando a importância de tal prática.  Em segundo lugar, o Ministério da Educação e Cultura (MEC), deve projetar propagandas midiáticas que exponham a necessidade das famílias de estabelecerem um diálogo concreto sobre a doação de órgãos, com a finalidade de um possível posicionamento à favor de tal ação, concretizando mais vezes a frase de Franz Kafka, exercendo a solidariedade.

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