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Doação de Órgãos no Brasil

A série Grey’s Anatomy, é ambientado em um hospital cirúrgico, no qual alguns episódios abordam o dilema familiar no momento de decisão acerca da doação de órgãos, sendo que este é um problema, pois inviabiliza a concretude do procedimento. Analogicamente, fora da ficção o dilema se repete, uma vez que existem desafios com relaçao a sua doação no Brasil. Isso ocorre, seja em função da falta de informação da sociedade, seja em detrimento de procedimentos logísticas de transporte destes órgãos. Assim, cabe um exame de tais fatores, a fim de que se possa intervir de maneira eficaz.


Em primeiro plano, compete inferir que a lei que regulamente o transplante no país, estabeleceu que a família é o ente responsável pela decisão da doação. Nesse contexto, torna-se indispensável que o tecido social esteja esclarecido acerca da questão, pois a desinformação, em muito dos casos, justifica a recusa. Isso se torna mais evidente, por meio da pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Transplante de Órgãos, o qual constatou que mais de 40% da população se recusa a doar, nesse sentido evidencia-se uma condição racional de menoridade da qual trata o filósofo Kant. Logo, é substancial uma abordagem social da questão como possibilidade de alteração desse quadro e elevação do cidadão a condição de maioridade.


Vale ressaltar, também, a complexidade na logística de transporte como outro desafio. Sob tal ótica, os dados coletados pelo Ministério da Saúde, revelaram que 95% dos procedimentos ocorreram pelo Sistema Único de Saúde (SUS), no entanto o doador, em muitas das vezes, não está localizado na mesma federação do receptor. Acerca desse aspecto, torna-se indispensável a concretização de uma linha de transporte agilizada, visto que, a título de exemplo, todo o procedimento para um transplante de um coração deve ocorrer em 4 horas. Dessa maneira, faz-se mister um sistema especializado para que os órgãos não sejam perdidos.


Depreende-se, portanto, uma necessidade de impactos direto na sociedade que deve ser uma medida de avanço do Estado Para enfrentar a problemática. Para aumentar a quantidade de doadores é imperativo que o Ministério da Saúde, em parceria com os postos de saúde, intensifique as campanhas de conscientização, por meio de seus agentes, a fim de esclarecer as dúvidas que pairam na sociedade quanto a questão. Tais esforços poderão ser alcançados, tanto por meio da divulgação individualizada, como também em reuniões de associações e escolas com a participação de especialistas. Somente assim, quiçá, será possível combater a desinformação, e ademais agilizar os procedimentos necessários para o transplante, como bem exemplificado na série.


 

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