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Doação de Órgãos no Brasil

O primeiro transplante de órgãos aconteceu em 1954, quando um cirurgião conseguiu transplantar rins entre irmãos gêmeos. Hodiernamente, com os avanços na medicina, o transplante é algo muito mais acessível, e pode ocorrer entre pessoas "completamente diferentes", mas, ainda há filas de espera para esse tipo de cirurgia, sendo a causa de diversas mortes em todo o globo. Essa ineficiência acontece por vários motivos, mas dois se destacam: a banalização do mal advinda da falta de informação e a anomia.


Convém ressaltar, a princípio, que Hannah Arendt explica a banalização do mal, defendendo que a sociedade está tornando o mal comum e insignificante. Entrelaçando o mal com a doação de órgãos no Brasil, percebemos que ambos caminham juntos e influenciam o cenário atual, visto que, a falta de informação a respeito do número de pessoas que tem sua vida ameaçada por esperar um órgão sucede por falta de reflexão da sociedade e empatia das famílias que não permitem a doação de parentes mortos com órgãos saudáveis. Por causa disso, apenas 5% das pessoas são doadoras, o que é assustador, já que esse ato de compartilhamento poderia salvar muitas vidas humanas.


Além disso, a anomia, que segundo Dahrendorf é caracterizada quando as normas reguladoras da sociedade perdem a validade, é outro fator determinante para a permanência dos problemas relacionados a doação de órgãos no Brasil. Isso porque o tráfico de órgãos, um mercado no qual pessoas são submetidas a trocar um órgão por pequenas quantias de dinheiro, ou são sequestradas com retirada forçada, é um fator invisível, mas crucial que influencia o baixo número de doadores de órgãos, pois, as leis não são severas o suficiente para responder e vigiar o constante comércio de órgãos que acontece no Brasil. Uma triste situação, porque esses procedimentos são feitos de maneira irregulares ocorrendo diversas vezes lesões permanentes, ou até mesmo a morte, ao mesmo tempo que reduz o número de pessoas que vão doar para a fila de espera oficial.


Portanto, torna-se irrefutável a necessidade de corrigir a banalização do mal e a anomia, a fim de resolver a questão da doação de órgãos no Brasil. Para isso é necessário que o Ministério da Saúde, realize a divulgação da importância da doação por meio de cartazes e propagandas nas principais mídias do século XXI, como a internet, com o objetivo de causar a devida reflexão da importância da doação e no impacto dela na vida das pessoas. Ademais, é preciso que o Ministério da Educação, por meio do dinheiro público vindo dos impostos, desmitifique na mente dos cidadãos mais jovens, de forma que impeça a recusa da doação de familiares que morreram de morte cerebral, fazendo isso com peças teatrais nas escolas de todo a Nação.

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