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Doação de Órgãos no Brasil

  No limiar do século XVIII, o Iluminismo pregava que uma sociedade só progride quando seus cidadãos mobilizam-se para resolver o problema de outras parcelas do corpo social. Indo contra esse ideário, o brasileiro pouco tem feito para combater a problemática da doação de órgãos. Isso é confirmado não só pela quantidade de pessoas que não se declaram doadoras, mas também pela ineficiência estatal em comedir esse revés nacional.


  A princípio, é grande o número de famílias que se opõem a doarem órgãos de algum parente que tem morte cerebral, comprovando que essa quantidade é devida, em grande parte, pela não aceitação de alguns parentes que seu familiar faleceu e que os órgãos dele se retirados a tempo poderiam salvar outras vidas. Tal fato é confirmado por uma reportagem do portal G1, em 2019, segundo a qual metade das famílias se negam a doarem órgãos de seus parentes nesses casos. De modo que, essa matéria termina por ratificar um juízo do filósofo Sócrates de que “os erros são consequência da ignorância humana”, no caso, o não querer praticar esse ato nobre.


  Além disso, a falta de políticas públicas mais eficazes para mitigar a quantidade insuficiente de transplantes fere a Constituição Federal que há 31 anos prometia uma nação com viés de bem-estar social. Dessarte, o Estado não criou mecanismos eficientes para conter tal conjuntura nacional, como na modernização do sistema de captação de órgãos, expondo aqueles que buscam por um transplante ao risco de não conseguir por falta de um doador ou centro médico adequado. Por conseguinte, o país atual encontra-se diferente daquele outrora idealizado na Carta Magna de 1988. Dessa forma, o Brasil ficou distante desse modelo constitucional de nação.


  Logo, a problemática em questão e as falhas nas ações governamentais que a maximiza precisam ser combatidas. Nessa perspectiva, cabe ao Ministério da Saúde e Estados, por meio de resolução que gera aplicabilidade imediata, modernizar, ampliar e melhorar todo o sistema nacional de transplantes com mais centros de referência e veicular campanhas educativas informando a população em geral da necessidade de autodeclarar-se doador para parentes e amigos, a fim de que com essas iniciativas a fila de espera por um órgão seja reduzida. Assim, o Brasil será uma nação que sengue a lei e os princípios iluministas de sociedade.

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