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Doação de Órgãos no Brasil

   No limiar do século XXI a doação de órgãos é um assunto pouco discutido e um ato quase nunca praticado, mas que tem o poder de salvar vidas. De acordo com a aliança brasileira de doação de órgãos e tecidos, a Adote, 14 a cada um milhão de pessoas doam por ano, o que é um número consideravelmente baixo, até mesmo em países desenvolvidos, onde esse número sobe um pouco para 20 pessoas a cada um milhão. Diante dessa situação, torna-se essencial discutir sobre duas vertentes: a má distribuição das equipes especializadas na coleta e a recusa por parte da família. 


   É relevante abordar, primeiramente, que o Brasil é referência mundial em transplantes de órgãos, sendo mais de 90% deles feito pelo SUS, segundo o ministério da saúde. No entanto, as equipes especializadas nas coletas de orgãos são pequenas e má distribuidas, focalizadas nas regiões Sul e Sudeste, esquecendo do restante do país. Com isso, acabam perdendo a oportunidade de auxiliar outras pessoas que precisam dos transplantes. 


    Além disso, destaca-se a recusa por parte de família, que segundo a adote, em 40% dos casos não permite a doação. Isso ocorre devido a inúmeros fatores, como a má abordagem da equipe para com os familiares, a falta de informação e em muitos casos, a religião. Em contrapartida, a Adote alega que nenhuma religião é contra o ato.


    Fica claro, dessa forma, que a doação de órgãos é de extrema importância e cabe ao governo incentivar as mídias sociais a falarem sobre o tema com mais frequência, através de propagandas, documentários e reportagens que mostrem o cotidiano das famílias que passam pelo drama de necessitarem de um transplante e fornecer as informações necessárias para sanar as dúvidas da população , para que assim, cada vez mais pessoas possam ser ajudadas. Além disso, cabe ao SUS e ao Ministério da Saúde redistribuir as equipes especializadas e fornecer cursos de capacitação afim de almentar a rede de pessoas qualificadas, através de contratações e remanejos de cargos. 


 

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