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Doação de Órgãos no Brasil

No dia 19 de abril de 1964, foi realizado o primeiro transplante de órgãos no Brasil. A partir dessa data, a medicina brasileira apenas evoluiu nessa área sendo possível no século XXI o transplante de coração, pulmão e até mesmo córneas. Entretanto, o Brasil enfrenta dificuldades para equilibrar a quantidade de doadores e de pacientes na fila de espera. Isso ocorre devido à falta de acesso a informação sobre o processo de doação e a ausência de uma mudança na forma de decisão em doar ou não doar os órgãos. Essa realidade construiu um desafio a ser resolvido não somente pelo o Ministério da Saúde mas também o Poder Legislativo.



Sob esse viés, o presidente da ABTO (Associação Brasileira de Transplante de Órgãos), Roberto Mangre, afirmou em uma entrevista ao R7(Jornal da Record) que a principal razão da dificuldade em aumentar o número de doadores é a falta de informação aos indivíduos. Logo, se houvessem campanhas efetivas de conscientização para a sociedade brasileira o país alcançaria as metas de doações. Ademais, processos como, por exemplo, o diagnóstico de morte encefálica em que é feito por dois médicos sob as normas do Concelho Nacional de Medicina, devem fazer parte do conhecimento das massas visto que é crucial para a decisão de doar.



Outrossim, o procedimento atual para que seja feita a retirada dos órgãos do falecido é autorizado, ou não, pela família. Acerca dessa premissa, o Jornal Nexo publicou uma matéria informando que, mesmo se o paciente deixar registrado por escrito a vontade de ser um doador, a família tem o poder de negar a operação. Ou seja, por mais que o indivíduo tenha expressado claramente a sua decisão, os parentes de primeiro grau podem revogar. Diante disso, é notório a ineficiência do método atual, pois os familiares podem colocar suas convicções pessoais, juntamente com as emoções do momento delicado, sobre a liberdade de escolha de quem de fato é o doador. A esse respeito, é inegável a necessidade de uma modificação nessa parte do procedimento de doação.



Diante do exposto, conclui-se que o Brasil enfrenta obstáculos para aumentar os índices de doações. Cabe ao Ministério da Saúde, em conjunto com as instituições de ensino, promover campanhas eficientes de conscientização para pais e alunos por meio de palestras, debates e depoimentos de pacientes que estiverem na fila de espera, a fim de sensibilizar e motivar possíveis doadores. Além disso, a ABTO junto com o Poder Legislativo devem regulamentar uma lei visando o reconhecimento jurídico de um documento escrito pelo paciente em que registra o anseio de ser um doador, com o objetivo de inferir o poder de decisão ao próprio falecido. E, por fim, alcançar o equilíbrio entre doadores e a fila de espera.

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