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Doação de Órgãos no Brasil

  Na série "The good doctor" é retratado vários procedimentos de doação de órgãos, porém, analogamente, em vários episódios, é explícito as dificuldades existentes em encontra doadores. Sob esta ótica, hodiernamente, a doação de órgãos no Brasil, apesar de uma melhora recente, segundo o Ministério da Saúde, ainda se encontra insuficiente para cobrir a lista de espera por transplantes. Contudo, é imperioso o debate sobre esta situação que está intrinsecamente ligada ora a falta de educação populacional ora a má estruturação dos centros de tranpantes no país.


 A priori, a falta de educação populacional é um eminente entrave no que tange a atenuação do problema pautado. Nesse viés, segundo Foucault, após a discussão, polarização e ensinamento, desde cedo, o sujeito passa a efetuar o "ensino" de maneira automática- a chamada sociedade disciplinar. Todavia, no Brasil, vê-se o oposto do que seria benéfico para a automatização da doação de órgãos. Visto que não há no país o ensino, desde a tenra idade, sobre a importância, a eficácia e a necessidade de doar órgãos para a salvar a vida de outrem; porém, opoente a isto, como revela dados da Associação Brasileira de Transplante  de Órgãos (ADTO), apenas 1800 pessoas doaram seus órgãos no ano de 2012. Desta forma, é imperioso mudar esse cenário atual de falta de conscientização da população brasileira diante da situação.


 Posterior, a má estruturação dos centros de transplantes faz com que, muitas vezes, seja feito  de maneira inapropriada a preservação do órgão doado. Posto que não há, no Brasil, segundo o site G1, locais apropriados para a prolongação  da vida útil dos órgãos recebidos. Nesse sentido, como afirma o vice-diretor  do serviço de procura de órgãos e tecidos, Edvaldo Leal: " não se trata somente de educar a população a respeito do assunto, mas estruturar os centros de transplantes em todo o território. Em síntese, é frugal a ação imediata e conjunta diante desses problemas supracitados existentes na doação de órgãos no Brasil. 


 Portanto, faz-se evidente a necessidade de coibir esse empasse discutido. Para tanto, de primeira instância, cabe às escolas de cada região, por meio de palestra e aulas mensais, com profissionais da área da saúde- que devem ser contratados pelo  MEC- capacitarem os  alunos, desde a tenra idade, sobre a importância da doação de órgãos, para que com isso, com afirma Foucault, venha ser "automatizado" a doação de partes do corpo ainda aptas para salvar a vida do próximo. Ademais, cabe ao Executivo, fazer valer a distribuição necessária das verbas para os postos de transplantes, de forma que sejam contratados pessoas especializadas para fiscalizar o repasse e a utilização dessas verbas para estruturar os centros de coleta dos órgãos. Só assim, concomitantemente, será mitigados os maiores dilemas existentes nessa problemática  e, assim, garantir o pleno crescimento das oferta de doadores de órgãos na sociedade brasileira.

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