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Doação de Órgãos no Brasil

De acordo com o escritor Franz Kafka, a solidariedade é o sentimento que melhor exprime o respeito pela dignidade humana. De certo, a doação de órgãos se encaixa nesta máxima, contudo, empecilhos que vão da pouca divulgação do assunto à burocracias no processo do transplante dificultam o processo de doação no país, que conta com uma fila de mais de 40 mil pacientes na fila de espera. Entende se então a necessidade de mudança para viabilizar a doação e o cumprimento do artigo 5 da Constituição de 1988, que garante o direito a vida.


Segundo a ABTO, o número de doadores efetivos subiu, o aumento é resultado de ações do governo tal como a lei 3.176 que fala sobre o consentimento presumido de doação. Apesar do ligeiro resultado, a proporção entre doadores e fila de espera é desproporcional. Grande parte da perda de potenciais doadores acontece na hora da conversa com a família, menos da metade decide doar os órgão do ente falecido, tal fato é consequência direta da falta de informações da população  sobre o assunto. Segundo o professor Peter Ducker, o acesso a informação é necessário na sociedade, logo, a divulgação do tema pela indústria cultural teria impacto positivo na hora da escolha dos indivíduos e familiares.


Ademais, posterior a autorização da doação ainda existe obstáculos no processo. É sabido que 93% dos transplantes são realizados pelo SUS, todavia, nem todos os hospitais são equipados para o procedimento, o que causa perdas de doações. Além do mais, a parte da burocracia, semelhante a Weberiana, por vezez atrasa autorizações e dificulta ainda mais o fluxo de tranplantes. O resultado da equação tem como produto um maior tempo de espera para pacientes que já lutam contra o tempo.


Em suma, é mister a necessidade de mudanças para mitigar o problema. O Ministério da Saúde deve direcionar mais investimentos para a pasta de Doação de Órgãos procurando preparar e equipar o maior numero de hospitais com o intuito de facilitar os transplantes. Além disso, o Ministério da Educação deve criar campanhas de conscientização sobre o tema, divulgando-as por meio de palestras e mídias televisivas promovendo a divulgação de informações com a intenção de aumentar o número de doadores. Tais medidas visam melhorar o processo de doação de órgãos no Brasil, promovendo o exercício da ética Kantiana juntamente com a filosfia da ética aristotélica, buscando um melhor convivo em sociedade e usando da solidariedade e da moral para a construção dela.


 

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