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Doação de Órgãos no Brasil

 
"Para toda ação existe uma reação". Ao analisar tal Lei de Física proposta por Isaac Newton no atual contexto brasileiro, percebe-se a falta de ações suficientes para reagir aos desafios da doação de órgãos no país. A raiz desse problema está relacionado ao conhecimento raso que a população recebe sobre o processo e de seu valor positivo na vida de pessoas. Consequentemente, os problemas na saúde pública, que podem ser amenizados com transplantes, tem encontrado entraves para se solucionar.



Em primeiro lugar, em um dos episódios da série brasileira "Sob Pressão", produzida pela rede Globo, é retratada a seguinte situação: um paciente dá entrada no hospital após sofrer um acidente de moto. Em seguida, a mãe recebe o diagnóstico de que o filho teve morte cerebral e é incentivada a doar os órgãos do falecido, porém, acredita que ele vai se recuperar e nega. Até que encontram o cartão de doador na carteira do paciente. Analogamente a isso, esta é a realidade do Brasil, o qual, segundo o Sistema de Transplantes Brasileiro, 50% das famílias de pacientes com morte encefálica negam a doação de seus órgãos, que seriam eficazes na solução de problemas de pessoas que aguardam na fila de transplantes. 



Vale ressaltar ainda que, segundo o Ministério da Saúde, em 2016, o número de brasileiros doadores de órgãos bateu recorde. O país registrou o maior número da história: foram 2.983. Entretanto, a quantidade de doadores efetivos ainda são incompatíveis com a de pacientes. Diante do exposto, esse número precisa continuar crescendo, e isso só será possível se a população estiver ciente da problemática e do quanto poderá ser útil ao morrer, se tratando da quantidade de indivíduos que terão a dor amenizada ou até o aumento na expectativa de vida.



Em suma, tem-se que, o Poder Legislativo do país deve propor leis que visem uma semana de conscientização, em parceria com o Ministério da Saúde que ficará responsável pela divulgação de dados e informações de como a doação é feita e de como a população pode se cadastrar no sistema de doadores. Não só isso, como também, pensando no direito de escolha do cidadão, garantido pela Declaração dos Direitos Humanos, deve ser implementado um banco de dados em todos os hospitais e coletada informações das pessoas, se querem ser doadores ou não. Assim, o trabalho dos médicos pode ser agilizado, evitando que a família tenha que decidir pelo ente em momento de luto. Então, agindo assim, o Brasil poderá reagir de forma positiva aos problemas da doação de órgãos. 
 
 

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