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Doação de Órgãos no Brasil

           A doação de órgãos pode ser considerado como um ato nobre, pois, é responsável por salvar a vida de muitos indivíduos, que esperam por um transplante. Atualmente, a lei que vigora no Brasil, responsabiliza os familiares pela decisão de doar, ou não, os órgãos do paciente que veem aa óbito. Embora, os dados, de 2017, da Associação Brasileira de transplante de órgãos, apontem um aumento de doações, os entraves para as estatísticas melhorarem, ainda mais, são as famílias e a falta de profissionais que realizam esse tipo de procedimento.


           Ainda segundo a Associação Brasileira de Transplante de órgãos (ABTO), quase metade das famílias, recusam-se a doar órgãos e o principal motivo, é o desconhecimento. A falta de informação da população, por exemplo, sobre o que é a morte encefálica (condição que torna o paciente um possível doador) e a sua irreversibilidade, afeta diretamente a doação, pois, como alguns órgãos podem continuar funcionando após o diagnóstico, os familiares tendem a alimentar esperanças, que o quadro se reverta. Logo, a falta de divulgação a respeito da doação, tanto para incentiva-la, quanto para informar o que pode ser doado em diferentes circunstâncias (parada cardíaca, coma, morte cerebral), pode impedir o crescimento de transplantes.


          Além da falta de informação das famílias sobre o que representam os diagnósticos dados pelos médicos, há falta de profissionais da saúde, especializados em transplante, em determinadas regiões do país. De acordo com o membro do ministério da saúde, médico, Lúcio Pacheco, há uma grande concentração de equipes especializadas nesse procedimento na região Sul e Sudeste, enquanto, o Norte, Nordeste e Centro-Oeste, apresentam déficit. Portanto, a desigualdade regional de especialistas em transplante, pode contribuir para o não aproveitamento de órgãos, que poderiam salvar vidas de outras pessoas.


          Em vista dos argumentos apresentados, urge a necessidade do governo federal, oferecer incentivos aos cirurgiões especialistas em transplante, como bonificações salariais, para que esses atuem em regiões com déficits desses profissionais. Dessa forma, as diferentes regiões do Brasil, poderão estar menos desiguais e aptas para atender os pacientes, que aguardam por doações. Ademais, campanhas, que incentivem e elucidem as maiores dúvidas da população sobre a doação de órgãos, promovidas por organizações sem fins lucrativos (ONGS) e por propagandas do Estado, através da televisão e da internet, são maneiras de manter a população informada para tomar decisões. Portanto, a estatísticas irão melhorar, quando a sociedade for informada e quando houver especialistas distribuídos, igualmente, no Brasil.    

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