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Doação de Órgãos no Brasil

De acordo com a Declaração Universal Dos Direitos Humanos, promulgada pela Organização das Nações Unidas, em 1948, todo cidadão, inerente às quaisquer condições, tem direito à vida. Uma das formas de exercer essa lei é através da doação de órgãos. Entretanto, há alguns pontos que devem ser levantados sobre isso, como a falta de racionalidade a respeito da importância de ceder as vísceras ao morrer e o silenciamento das entidades competentes acerca desse assunto. 



Segundo Hegel, um dos filósofos mais importantes da história, a razão rege o mundo. Entretanto, somando-se ao fato de a morte ainda ser um tabu para a sociedade brasileira, verifica-se a atuação da irracionalidade ao enterrar algum familiar com todos os órgãos em seu corpo.  Uma vez que um único ser humano é capaz de salvar dezenas de outras vidas com suas vísceras. Embora seja difícil exigir calma e discernimento a alguém que se encontra em momento de perda, faz-se necessário desenvolver a empatia  e a lógica nos entes responsáveis pelo doador em potencial, do contrário, essa problemática terá sua intervenção dificultada. 



Além disso, a lentidão da doação encontra terra fértil no silenciamento dos órgãos competentes e responsáveis por executar esse procedimento. Nesse sentido, Habermas traz uma contribuição relevante ao defender que a linguagem é uma verdadeira forma de ação. Contudo, essa omissão ocorre por vários fatores, sendo a falta de interesse, por parte dos governantes, em investir nos hospitais públicos, dando a eles melhores estruturas, o aspecto mais relevante.  Pois é necessário uma série de pré-requisitos para que o transplante de órgãos seja realizado com sucesso, mas nem todos os pontos de saúde têm capacidade para isso. 



Em virtude dos fatos mencionados, os postos de saúde, em parceria com as escolas e o Ministério da Saúde, devem promover um espaço para debates e rodas de conversa que tratem sobre o tema doação de órgãos. Contando com a presença de professores, psicólogos, médicos e outros especialistas no assunto. Essa medida deve ter como objetivo esclarecer dúvidas, desenvolver a empatia e conscientizar a população. Paralelamente, a sociedade, através de manifestações, que é um direito constitucional resguardado pela constituição de 1988, deve cobrar mais investimentos dos setores responsáveis por investir na saúde pública, seja em estrutura para os hospitais, seja em campanhas publicitárias, pois só assim haverá mais efetividade no processo transferência dos órgãos. 

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