ENTRAR NA PLATAFORMA
Doação de Órgãos no Brasil

Na obra literária de Mary Shelley, Frankenstein ganhou vida a partir de partes retiradas de cadáveres. Paralelamente, a doação de órgãos no Brasil é essencial no tratamento de algumas doenças, porém, enfrenta desafios como a desinformação da sociedade, bem como, a negligência do Estado em preparar hospitais. Logo, é de suma importância analisar essa questão de saúde pública.

Primeiramente, o desconhecimento da população sobre a doação de orgãos impede sua execução efetiva. Nesse contexto, a lei nº 9.434 legaliza essa prática somente com a autorização da família e após a constatação de morte encefálica do indivíduo. Entretanto, após a morte cerebral, muitos familiares pensam que seu ente querido ainda tem chances de viver, mesmo informados de que não há atividade cerebral, e portanto, está em óbito. Assim, a família não autoriza a concessão e, consequentemente, contribui para a escassez do banco de órgãos.  

Ademais, o Estado não prepara os hospitais para conservarem as doações. Desse modo, o artigo 196 da Constituição Federal diz que a saúde é direto de todos e dever do Estado que por meio de políticas sociais e econômicas visem à redução do risco de doença e de outros agravos. No entanto, indivíduos que necessitam de transplante são negligenciados pela falta de orgãos, bem como, a precária infraestrura de hospitais que não suportam conservar estas partes para atender a demanda. Destarte, esse empecilho deve ser combatido para a garantia do direito citado.

Em síntese, o Ministério da Saúde (MS) em parceria com a mídia pode divulgar campanhas que instiguem a doação de órgãos por meio de depoimentos de indivíduos que já fizeram o transplante, a fim de ressaltar a importância dessa atitude. Outrossim, o MS pode garantir a conservação de partes doadas através da disponibilização de equipamentos adequados nos hospitais e por meio de uma parceria com FAB (Força Aérea Brasileira) transportaria os órgãos com mais agilidade para que estes estejam em boas condições ao chegar em seus pacientes. Então, como Frankenstein, outros indivíduos poderão ganhar vida nova.

Ver todas as redações Corrija suas redações com a nossa plataforma! Clique aqui!
Message comes here!
Aguarde