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Doação de Órgãos no Brasil

   "Nada é permanente, exceto a mudança" já afirmava o pensador grego Heráclito a fim de mostrar a transitoriedade existente no mundo. Nessa perspectiva, cabe ao homem agir com o intuito de mudar seus caminhos. Assim, ao se analisar o dilema da doação de órgãos no Brasil é possível perceber que a falta de informação e debate sobre o assunto é um obstáculo às transformações que essa situação requer.
   Em primeiro lugar, é preciso observar que há um pequeno espaço destinado a esclarecer as duvidas referentes à doação de órgãos na sociedade o que, consequentemente, gera uma apatia a respeito do assunto. Tal conjuntura se assemelha ao pensamento do filósofo Blaise Pascal, ao qual diz que “o homem sempre está disposto a negar tudo aquilo que não conhece”. Logo, pessoas que não estão em contato com profissionais da saúde ou não possuem parentes na fila de espera do transplante acabam por desconsiderar a possibilidade de ser um doador. Visto isso, segundo dados da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), em 2016, o número de brasileiros na fila de espera da doação aumentou em mais de 1000 pessoas.
   Vale ressaltar, ainda, que o fato de alguns indivíduos possuírem costumes pautados na religiosidade exacerbada e dilemas éticos torna-se um empecilho à doação. Isso ocorre quando, por exemplo, uma pessoa é decretada com morte cerebral e os familiares não aceitam a ideia de óbito, não só pelo fato de grande parte não conhecer o processo de falecimento encefálico, mas também da crença que por meio da fé ela poderá acordar, evento que contraria os casos estudados pela ciência. Nesse sentido, as filas de espera para conseguir um transplante aumentam cada vez mais e muitas vezes, infelizmente, as pessoas morrem antes de serem chamadas. Mostra-se, por conseguinte, a necessidade de uma mudança de comportamento. 
   Por isso, a fim de salientar a importância da doação de órgãos no Brasil, é necessário observar a educação como ferramenta de transformação principal. Cabe às escolas, portanto, investir em aulas que ultrapassem a visão conteudista, em que objetiva-se por meio de palestras com médicos e pessoas transplantadas, mostrar a importância dessa contribuição e o impacto da mesma na vida dos indivíduos necessitados. Dessa forma, o debate familiar e social acerca da vontade de ser doador será aumentado e, como resultado, diminuirá o tamanho das filas. O caminho já foi traçado, resta, agora, iniciar a mudança.  


 

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